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terça-feira, 21 de agosto de 2012

No Egito, encontraram barco de 5.000 anos de idade


Foto: RIA Novosti

Um grupo de arqueologistas franceses encontrou recentemente no Egito o barco de madeira mais velho do mundo, construído há cerca de 5.000 anos, comunicou à mídia Mohammed Ibrahim, ministro das Antiguidades do Egito.

O singular achado foi feito pelos cientistas na zona de Abu Rawash, não longe do Cairo. Os especialistas supõem que o barco teria sido construído durante o reino de Den (Udimu), faraó do Reino Antigo do Egito. Tudo indica que o barco se utilizava na cerimônia fúnebre do próprio faraó. Segundo as crenças dos egípcios antigos, os defuntos precisavam de barcos para poder deslocar-se no além-mundo.

domingo, 12 de agosto de 2012

Uma nova guerra no Sinai?



A crise na Península do Sinai está preocupante. O Egito enviou tropas para o Sinai a fim de realizar operações em grande escala contra os extremistas radicais. Israel está assistindo passivamente a revisão dos acordos de paz de Camp David, quando, nesta semana, os rebeldes já tinham feito a primeira tentativa de invadir o seu território.

O exército egípcio está varrendo a Península do Sinai de grupos radicais. Está sendo planejada a operação para destruir os rebeldes nas montanhas. Para realizá-la, foram transferidas urgentemente para o local tanques, aviões e lançadores de foguetes.

Já foram eliminados mais de 50 rebeldes, o mesmo numero deles foi preso. Eles são suspeitos de ataques aos postos de controle do exército e assassinato de 16 soldados. Autoridades egípcias afirmam que rebeldes têm ligações com Al-Qaeda.

Quando o presidente era Hosni Mubarak, o Cairo, mais ou menos, controlava a situação no Sinai, afirma o presidente do Instituto do Oriente Médio e Israel, Evgueni Satanovsky. Depois de derrubá-lo, a situação ficou fora de controle:

“Depois da Primavera árabe, após a queda do regime de Mubarak, não há controle no Sinai. Sinai se tornou uma área de anarquia. A libertação de prisioneiros após a derrubada de Mubarak fez com que milhares e dezenas de milhares de terroristas islamitas e elementos criminosos ficassem fora do controle do sistema egípcio de detenção. Tráfico de armas no Egito no momento é absolutamente livre, dezenas de milhares e centenas de milhares de armas estão espalhadas por todo o país no mercado interno. Entre este armamento estão os sistemas de mísseis antitanques que permitem abater aviões. Hamas estabeleceu no Sinai a sua rede de bases de apoio para ataques terroristas contra Israel.”

Muitos destes grupos, na semana passada, declararam contra o Cairo uma guerra de guerrilha. O presidente egípcio, Mohammed Mursi, prometeu restaurar a ordem na península. Seus oponentes não acreditam nele. A transferência de tropas para o Sinai, através do Canal de Suez é um argumento forte na disputa. No entanto, quando e com que resultado vai terminar a operação militar, ninguém é capaz de prever, além disso, o controle real da situação só é possível no caso da cooperação com os serviços de inteligência israelenses. Quando Hosni Mubarak era presidente,o controle estava presente, mas agora é minimizado. O seguinte episódio, por exemplo, é evidência disso. A inteligência israelense teve a informação de que os rebeldes iriam, em carros blindados, realizar ataques contra Israel após capturarem um posto de controle na fronteira egípcia. Como resultado, a Força Aérea Israelense destruiu rebeldes a 50 metros da fronteira. Enquanto os militares egípcios estavam totalmente despreparados para este ataque.

Cooperação com Israel na esfera de segurança, obviamente, pode ajudar ao presidente do Egito a sair do "impasse de Sinai." No entanto, é provável que a Irmandade Muçulmana não permita que o seu candidato coopere com os "inimigos sionistas", concluindo, por exemplo, com ele alguns acordos informais.

Se Israel de repente decidir estender primeiro a mão para o Egito, então, em troca, ele vai colocar suas próprias condições, diz o chefe do Centro de Estudos Árabes do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências Russa, Bagrat Seyronyan:

“Depois da revolução do Egito, em janeiro do ano passado, especialmente após a chegada à presidência do islamita, foram feitas algumas declarações muito duras contra Israel, após os quais as relações com este evidentemente ficariam piores, comparando com o período de Mubarak. Israel gostaria de ter alguma pressão sobre o novo governo egípcio, para confirmar, pelo menos, os acordos que foram alcançados durante o regime anterior. Parece-me que este fator seja, naturalmente, importante.”

Israel, evidentemente, está interessado no mais rápido restabelecimento do controle sobre o Sinai por parte do Cairo. No entanto, as forças conservadoras de Israel ainda não disseram a sua última palavra sobre a transferência de soldados egípcios e armas pesadas na área. Na verdade, até 1973 Sinai tinha sido ocupado por Israel e os Acordos de Camp-David o obrigaram a retirar suas tropas de lá. Agora, o lugar dos israelenses ocupam soldados egípcios, por isso podemos esperar uma reação dura do Tel-Aviv contra isso.

É claro que os extremistas radicais atingiram o que queriam i.e. conseguiram provocar uma grave crise nas relações entre Egito e Israel, afirma o perito do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências Russa, Boris Dolgov. Ele prevê que o desenvolvimento da situação será seguinte:

“A tensão e a incerteza da situação na Síria vão continuar, os confrontos continuarão. Isso cria dificuldades para Israel, com os radicais islâmicos que tentaram reingressar no território. É possível falar sobre o crescimento de uma ameaça direta contra os serviços de inteligência egípcios e o exército, porque os radicais islâmicos encaram o exército do Egito como o seu adversário.”

Na mesquita do Cairo, Al-Rashdan, onde se despediam com os policiais mortos no posto de controle, Rafah, quase que explodiu uma revolta espontânea da população. Ao chegar na cerimônia, o Primeiro-ministro Hisham Kandil, foi atacado pela multidão e se retirou rapidamente. Jogaram nele sapatos que é o indicador do mais alto grau de desprezo no mundo muçulmano. E em seguida, foram ouvidas maldições contra a Irmandade Muçulmana.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Islamistas querem a destruição das pirâmides no Egito



Um artigo da revista online  FrontPage está causando polêmica na internet, nesta semana. Ele traz algumas traduções de notícias em árabe que supostamente indicam que os salafistas, membros de um movimento reformista islâmico, têm planos para demolir as Grandes Pirâmides do Egito, um esforço para exterminar o que chamam de “símbolos do paganismo”.
De acordo com uma publicação do jornal inglês Daily Mail, uma das sugestões do grupo seria desfigurar as pirâmides, provocando a destruição total do passado pagão do Egito, que foi iniciado sob o reinado do primeiro conquistador islâmico do país.
Segundo publicação, Abd al-Latif al-Mahmoud, xeque sunita e Presidente da Unidade Nacional do Bahrein, teria pedido ao novo presidente do Egito, Muhammad Morsi, para “destruir as pirâmides e realizar o que Amr bin al-As não conseguiu”.
Amr bin al-As foi um aliado de Maomé, fundador do Islã, que invadiu o Egito em 641 e começou a destruir artefatos egípcios.
Segundo informações do site Gospel Prime, alguns historiadores muçulmanos lembram que Amr bin al-As, seguindo o comando do califa Omar, destruiu a grande biblioteca de Alexandria, tida como um centro de conhecimento para o mundo antigo.
A dúvida que paira sobre o tema, é se o atual presidente da Irmandade Muçulmana do Egito estaria disposto a completar o processo de islamização.
Fonte: 
Ianotícia.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Assembléia do Povo do Egito será dissolvida



A Câmara Baixa do parlamento egípcio será dissolvida. O Tribunal Constitucional qualificou as eleições para ela como ilegítimas. Na deliberação do TC, publicada esta quinta-feira, assinala-se que “a lei das eleições parlamentares foi infringida, e a atual legislatura é ilegal”.

Antes, também hoje, o Tribunal Constitucional aboliu os resultados das eleições da Câmara Baixa nas circunscrições com um só mandato. Seguidamente, o Conselho Supremo das Forças Armadas declarou que restabelece seu direito de iniciativa legislativa e que na sexta-feira próxima procederia à formação duma comissão constituinte que se dedicaria à redação duma nova Lei Fundamental do Egito.