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domingo, 15 de abril de 2012

Coreia do Norte está desenvolvendo novos mísseis de longo alcance, diz relatório

Pyongyang está desenvolvendo um novo míssil de longo alcance - um programa separado do foguete que falhou na última sexta-feira, com o objetivo de levar um satélite em órbita, informou neste sábado uma emissora de TV.

YTN, um canal de notícias 24 horas da Coréia do Sul, citou uma fonte de inteligência dizendo que a Coréia do Norte realizou quatro testes neste ano para desenvolver um míssil inter-continental em uma instalação de teste emMusudan-ri, na costa nordeste do país.

Os testes foram destinanos a melhorar os motor propulsor para o míssil, de codinome KN-08.


A Coreia do Norte, que admitiu que o lançamento do foguete falhou e o satélite não entrou em órbita, está desenvolvendo mísseis ao longo há décadas, para a autodefesa e como produto deexportação, disse a fonte.

Apesar do fracasso de Pyongyang nesta semana, a "ação provocativa ameaça a segurança regional e viola o direito internacional", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney na última quinta-feira.

As autoridades norte-americanas e alguns analistas estão preocupados que a falha de um foguetenorte-coreano e a humilhação causada pode forçar o regime a testar um dispositivo nuclear ou tomar outras ações provocativas.

Relatórios de inteligência sul-coreanos acreditam que o país já está planejando um teste nuclear subterrâneo em Kilju, perto da fronteira chinesa.



Fonte: http://ianoticia.blogspot.com.br/2012/04/coreia-do-norte-esta-desenvolvendo.html

sábado, 14 de abril de 2012

Coreia do Norte confirma fracasso

Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU lamentaram ontem o lançamento frustrado de um foguete
Pyongyang. Em uma rara admissão de fracasso, o governo da Coreia do Norte confirmou que seu foguete Unha-3 -lançado na noite de quinta-feira para marcar o centenário do fundador do regime, Kim Il-sung (1912 -1994) - percorreu só 100 km e caiu no mar Amarelo minutos depois do lançamento.

A TV estatal norte-coreana confirmou a falha ontem. O fechado regime comunista do país até hoje contabiliza como sucesso um lançamento de foguete em 2009 que, segundo outros países, também falhou.

Para alguns analistas, a admissão do problema pode sinalizar mudanças no regime sob o comando de Kim Jong-un, de idade estimada em torno de 30 anos, que assumiu o poder após a morte do pai, Kim Jong-il, em dezembro. Para outros, há o risco de que o fracasso leve o novo ditador da Coreia do Norte a demonstrar força promovendo um novo teste nuclear, o que a ONU proíbe o país de fazer.

Os EUA e a Coreia do Sul acreditam que o lançamento de ontem - segundo os norte-coreanos, para pôr o satélite Estrela Cintilante em órbita- era tentativa disfarçada de testar um míssil. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em entrevista que ações como o lançamento só isolarão mais os norte-coreanos do resto do mundo, "até que eles sigam um caminho diferente".

"Eles vêm tentando lançar mísseis desse tipo por mais de uma década. Parecem não ser bons nisso, mas obviamente é algo que nos preocupa", afirmou o presidente.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Ben Rhodes, confirmou que o país sustará a ajuda alimentar aos norte-coreanos, que havia sido acordada antes do lançamento do foguete.

O Conselho de Segurança da ONU, que impôs sanções à Coreia do Norte em 2006 e 2009, também condenou o lançamento, mas não anunciou punições adicionais.

Condenam
Os 15 países do Conselho de Segurança da ONU lamentaram ontem o lançamento frustrado de um foguete por parte da Coreia do Norte, denunciando que "violou resoluções" do órgão máximo das Nações Unidas.

"Os membros do Conselho de Segurança lamentam este lançamento, que viola resoluções deste Conselho de Segurança", disse à imprensa a embaixadora americana perante a ONU, Susan Rice, em uma pausa da reunião de emergência convocada em Nova York pelo órgão máximo da ONU.

"Os membros do Conselho de Segurança concordaram em continuar as consultas sobre uma resposta apropriada", acrescentou Rice, sem informar qual poderia ser esta resposta.

Apesar do fracasso, as potências ocidentais condenaram imediatamente a ação do regime de Pyongyang e convocaram esta reunião do órgão máximo das Nações Unidas.

Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1126708