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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lula diz : Impeachment de Fernando Lugo foi um golpe


O novo presidente Frederico Franco (centro) durante a cerimônia de posse dos novos ministros em Assunção

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (25) à Folha considerar o impeachment do ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, um "golpe".

Lula disse que concordar com a posição do governo brasileiro de suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições presidenciais previstas para abril do ano que vem.

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Ao ser questionado se considerava um golpe o impeachment, Lula disse: "Eu acho". Lugo foi destituído em apenas 30 horas.

O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai afirmou hoje que o novo presidente, Federico Franco, deverá completar o mandato até agosto de 2013 e descartou qualquer possibilidade de antecipar as eleições previstas para abril desse mesmo ano.

BRASIL

A presidente Dilma Rousseff reuniu-se hoje no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para tratar sobre a situação do Paraguai.

O encontro, que durou aproximadamente uma hora, também contou com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Durante a reunião, Dilma e os ministros trataram sobre as "punições" que devem ser aplicadas ao Paraguai em função do impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo, na última sexta-feira.

O Brasil e as demais nações da América do Sul decidiram suspender o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições presidenciais previstas para abril do ano que vem. Em comunicado ontem à noite, a Chancelaria da Argentina confirmou a suspensão.

Na próxima sexta-feira, um encontro dos países do Mercosul decidirá o destino imediato do Paraguai. A reunião da Cúpula do Mercosul será em Mendoza, na Argentina. O novo governo paraguaio deve ficar de fora, mas Lugo afirmou que participará do evento.

Antes da discussão sobre o Paraguai, a presidente Dilma reuniu-se, por cerca de uma hora e meia, com oito ministros para fazer um balanço sobre a conferência Rio+20, realizada na semana passada no Rio de Janeiro. Participaram os ministros: Antonio Patriota (Relações Exteriores), Celso Amorim (Defesa), Gleisi Hoffman (Casa Civil), Helena Chagas (Comunicação Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Marco Aurélio Garcia (assessor especial para assuntos internacionais).

EFEITO MERCOSUL

Não se sabe qual efeito terá o isolamento paraguaio do Mercosul e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas). Espera-se que a suspensão pressione o atual governo. A ideia foi costurada no fim de semana. Os vizinhos querem desencorajar ações similares na região.

Em reunião com ministros no sábado (23), Dilma foi informada sobre rumores de que Federico Franco --o vice que se tornou mandatário em 30 horas-- pretende antecipar as eleições de 2013 para este ano.

Convocado para consultas pelo Itamaraty --sinal diplomático de reprovação-- o embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos, pode permanecer em Brasília até o fim da gestão Franco.

Nos bastidores, quase ninguém crê em reversão do quadro paraguaio. Para ministros e a própria Dilma, Lugo não buscou nem conseguiu mobilizar a população --na reunião, ele foi comparado a Manuel Zelaya, presidente hondurenho deposto em 2009, que resistiu por meses.


sábado, 23 de junho de 2012

Impeachment de Fernando Lugo aprovado!


Em rápida votação no Senado paraguaio, os parlamentares confirmaram o impeachment do presidente Fernando Lugo. O vice-presidente Frederico Franco, que pertence a um partido de oposição, assumirá o comando do país pelos próximos dez meses.
O resultado oficial da votação teve 39 senadores a favor da saída de Lugo, quatro contrários e dois ausentes. Logo após a confirmação do afastamento de Lugo, manifestantes se aglomeraram ao redor do palácio presidencial e do Senado. Imagens da TV paraguaia mostraram confrontos entre a polícia e a população.
Em seu primeiro discurso depois de deixar o cargo, Fernando Lugo afirmou que a decisão do parlamento  feriu a democracia de seu país:
"Hoje não é o Fernando Lugo que recebe um golpe, não é Fernando Lugo quem está sendo destituído. É a história paraguaia e sua democracia que foi ferida", afirmou.
Mesmo adotando um tom conciliador, ele considerou a atitude grave e "covarde":
"Foram transgredidos todos os conceitos de defesa, de maneira covarde e aleivosa. Espero que seus executores estejam cientes da gravidade de seus atos. Ainda assim, como sempre atuei de acordo com a lei, mesmo que ela tenha sido distorcida como um galho fraco ao vento, estou disposto a responder aos meus atos como ex-mandatário", garantiu.

O ex-presidente ainda conclamou que a população não se envolva em atos violentos por conta da crise institucional no país e reafirmou que não deixará de atuar politicamente, embora tenha sido destituído do cargo.

"Que qualquer manifestação seja feita de forma pacífica e que o sangue dos justos não se derrame nunca mais por interesses mesquinhos. Depois de quase quatro anos exercendo a presidência do Paraguai, hoje me despeço como presidente da República, mas não como cidadão paraguiao. Ei de servir esta nação aonde precisarem de mim, como já havia jurado".

Tentando tranquilizar o crescente clima de tensão no país, Lugo fez questão de agradecer às Forças Armadas e lembrou que todos os envolvidos no processo têm "um dever de solidariedade com nossa pátria e nossa história".
No fim do pronunciamento, Lugo afirmou que não deixará o comando do Paraguai pela porta dos fundos, mas sim "pela maior porta da pátria, pela porta do coração de nossos compatriotas".

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Depois dos árabes, agora a América Latina? Paraguai vive GOLPE DE ESTADO!


Assim como aconteceu nos países árabes, será que os líderes latino-americanos que possam atrapalhar os planos da elite estão começando a cair?

O Paraguai vive um golpe de Estado com coreografia legal, de acordo com o líder camponês Ramón Molina. A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impedimento do presidente da República, Fernando Lugo, em rito sumário no final da manhã desta quinta-feira (21). No início da tarde o roteiro adentrava o Senado. Os prazos são curtíssimos.

Polícia protege entrada da câmara dos deputados durante
votação que abriu processo de impeachment
A acusação está sendo feita nesta noite e a defesa deve acontecer na sexta (22). A decisão final – se nenhum fato novo ocorrer – pode ser aprovada no sábado (23).

A depender dos votos parlamentares, Lugo é carta fora do baralho. A votação na Câmara foi de 73 votos contra o governo e um a favor. A maioria dos 45 senadores – mesmo os do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), da coligação governista – quer abreviar o mandato do chefe do Executivo.

O conflito entre os representantes parlamentares da elite local e o mandatário arrasta-se há pelo menos três anos. Na raiz de tudo está a resistência de Lugo em reprimir abertamente movimentos de camponeses sem terra que se enfrentam com grandes proprietários, entre eles vários brasileiros.

Até o início da noite de quinta não havia tanques nas ruas ou violência aberta. Há – segundo ativistas locais que conversaram com Carta Maior – uma crescente resistência popular. É a grande esperança dos partidários de Lugo para manter a normalidade democrática.





Fonte:http://www.libertar.in/2012/06/depois-dos-arabes-agora-america-latina.html#more   e  
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/22594/oposicao+usa+mortes+no+campo+para+tentar+derrubar+presidente+do+paraguai.shtml