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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A diabólica “guerra humanitária” contra a Síria – Parte I e II


Nota Guerreiros de Yah: achei essa postagem tão boa que está acrescentada como página

A administração Obama, em ligação com Londres, Paris, Tel Aviv e o quartel-general da Otan em Bruxelas, está a contemplar várias "opções de intervenção" militar contra a Síria, incluindo a realização de operações navais e aéreas em apoio às forças rebeldes de "oposição" sobre o terreno.

Forças aliadas, incluindo operativos de inteligência e forças especiais, reforçaram a sua presença no terreno em apoio ao "Exército Livre da Síria" (ELS). Foi informado que o Ministério da Defesa britânico está a "formular planos de contingência para o caso de o Reino Unido decidir instalar tropas nesta região volátil".

Posicionamentos de forças navais e aéreas já foram anunciados pelo Ministério da Defesa britânico. Segundo notícias de tabloides de Londres, citando fontes militares "confiáveis", "… a escalada da guerra civil [na Síria] torna cada vez mais provável que o Ocidente seja forçado a intervir". (Daily Mail , 24 de julho de 2012)

Uma campanha de bombardeamento no estilo "pavor e choque" do Iraque não está, por razões práticas, a ser contemplada: "analistas da defesa advertiram que uma força de pelo menos 300 mil soldados seria necessária para executar uma intervenção em plena escala [na Síria]. Mesmo assim, esta enfrentaria resistência feroz. …" (ibid).


Ao invés de executar uma operação relâmpago total, a aliança militar EUA-Otan-Israel optou por intervir sob o diabólico enquadramento da chamada Responsabilidade para Proteger, da "guerra humanitária". Modelada na Líbia, as seguintes grandes etapas estão a ser encaradas:

1- Uma rebelião apoiada pelos EUA-Otan, integrada por esquadrões da morte, é lançada sob o disfarce de "movimento de protesto (meados de março de 2011 em Daraa).

2- Forças especiais britânicas, francesas, catarense e turcas estão sobre o terreno na Síria, aconselhando e treinando os rebeldes, bem como supervisionando operações especiais. Mercenários contratados por companhias de segurança privada também são envolvidos no apoio às forças rebeldes.
3- As matanças de civis inocentes pelo Exército Livre Sírio (ELS) são deliberadamente executadas como parte de uma operação encoberta de inteligência.

4- O governo sírio é então culpabilizado pelas atrocidades resultantes. A desinformação dos meios de comunicação é articulada para a demonização do governo sírio. A opinião pública é levada a endossar uma intervenção militar com fundamentos humanitários.

5- Respondendo à indignação pública, os EUA-Otan são então "forçados a intervir" sob o mandato humanitário da "Responsibility to Protect" (Responsabilidade para Proteger). A propaganda dos meios de comunicação entra então em alta velocidade. "A Comunidade Internacional vem para o resgate do povo sírio".

6- Navios de guerra e caças de combate são então posicionados no Mediterrâneo Oriental. Estas ações são coordenadas com o apoio logístico aos rebeldes e às forças especiais no terreno.
7- O objetivo final é a "mudança de regime" que leve à "ruptura do país" de acordo com linhas sectárias e/ou a instalação de um "regime dominado ou influenciado por islamistas" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

8- Os planos de guerra para a Síria são integrados com aqueles referentes ao Irã. O caminho para Teerã passa por Damasco. As implicações mais vastas da intervenção EUA-Otan são a escalada militar e o possível desencadeamento de uma guerra regional estendendo-se desde o Mediterrâneo Oriental até a Ásia Central, na qual a China e a Rússia poderiam ser direta ou indiretamente envolvidas.
As etapas de 1 até 4 já foram implementadas.

A etapa 5 foi anunciada.

A etapa 6, envolvendo o posicionamento de navios de guerra britânicos e francesas no Mediterrâneo Oriental está destinada a ser lançada, segundo o Ministério da Defesa britânico, "ainda neste Verão".
A fase 7, nomeadamente a "mudança de regime" – a qual constitui o fim do jogo da “guerra humanitária” – foi anunciada por Washington em numerosas ocasiões. Nas palavras do secretário da Defesa Leon Panetta, referindo-se ao presidente Bashar Al Assad: "Já não é mais uma questão de se ele está chegar ao fim, é de quando".

O fim do jogo: Desestabilizar o estado laico, instalar o "Islã político"

Fonte: Rusi.org

O Royal United Services Institute for Defence and Security (RUSI) , um think-tank instalado em Londres, com laços estreitos tanto com o Ministério da Defesa britânico como com o Pentágono, sugeriu que "alguma espécie de intervenção [militar] ocidental na Síria está a parecer cada vez mais provável… O que o RUSI tem em mente no seu Resumo sobre a crise síria intitulado A Collision Course for Intervention , é o que pode ser descrito como "Uma invasão suave", levando ou a uma "ruptura do país" de acordo com linhas sectárias e/ou a instalação de um "regime dominado ou influenciado por islamistas" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

Vários "cenários" envolvendo operações de inteligência "clandestina" são antecipados. O objetivo não mencionado destas opções militares e de inteligência é desestabilizar o Estado laico e implementar, através de meios militares, a transição rumo a um "regime pós-Assad dominado ou influenciando pelo Islã" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

O citado think tank afirma: "É necessária uma melhor observação das atividades e relacionamento da Al-Qaida e os outros jihadistas salafistas internacionais que estão agora a entrar no país em número crescente. É provável que as comportas se abram ainda mais, pois jihadistas internacionais são fortalecidos por sinais de progresso significativo da oposição contra o regime. Tais elementos têm o apoio da Arábia Saudita e do Qatar e teriam sem dúvida um papel na Síria a seguir ao colapso de Assad. O âmbito do seu envolvimento precisaria ser considerado no planeamento da intervenção”.

Se bem que reconhecendo que os combatentes rebeldes são rematados terroristas envolvidos na matança de civis, o Resumo do RUSI, mencionando considerações táticas e de inteligência, sugere que as forças aliadas, no entanto, deveriam apoiar os terroristas (isto é, as brigadas terroristas foram apoiadas pela coligação dirigida pelos EUA desde o início da rebelião em meados de Março de 2011. Forças Especiais integraram a rebelião):

Prossegue o RUSI: "Que desafios militares, políticos e de segurança apresentariam eles [os jihadistas] ao país, à região e ao Ocidente? Questões que incluem a possibilidade de um regime dominado ou influenciado por islamistas herdando armamento refinado, incluindo sistemas de mísseis anti-aéreos e terra-mar e armas químicas e biológicas que podiam ser transferidas para as mãos de terroristas internacionais. Ao nível tático, seria necessária inteligência para identificar os grupos mais eficazes e como melhor apoiá-los. Também seria essencial saber como eles operam e se o apoio pode ajudá-los a massacrar rivais ou a executar ataques indiscriminados contra civis, algo que já testemunhamos entre grupos da oposição síria".

O reconhecimento acima confirma a resolução dos EUA-Otan de utilizar o "Islã político" – incluindo o posicionamento de grupos terroristas filiados à Al Qaeda apoiados pela CIA e o M16 – para realizar suas ambições hegemônicas na Síria.



OTAN no Mediterrâneo

Operações encobertas da inteligência ocidental em apoio a entidades terroristas da "oposição" são lançadas para enfraquecer o Estado laico, fomentar violência sectária e criar divisões sociais. 

Recordaremos que na Líbia, os rebeldes "pró-democracia" foram conduzidos por brigadas paramilitares filiadas à Al Qaida sob a supervisão de Forças Especiais da Otan. A muito apregoada "Libertação" de Trípoli foi executada por antigos membros do Libya Islamic Fighting Group (LIFG).
Opções e ações militares. Rumo a uma "invasão suave"?

Várias opções militares concretas – as quais em grande medida refletem o pensamento em curso do Pentágono-Otan sobre a matéria – são contempladas no Resumo do RUSI “Syria Crisis Briefing”. Todas estas opções são baseadas num cenário de "mudança de regime", exigindo a intervenção de forças aliadas em território sírio. O que é contemplado como uma "invasão suave" modelada na Líbia sob um mandato humanitário (Responsabilidade para Proteger), ao invés de uma blitzkrieg total estilo "pavor e choque".

O Resumo do RUSI, contudo, confirma que o apoio continuado e eficaz aos rebeldes do Exército Livre Sírio exigirá finalmente a utilização de "poder aéreo na forma de caças a jato e sistema de mísseis lançados do mar, da terra e do ar" combinado com a entrada de Forças Especiais e a participação de "infantaria anfíbia aerotransportada".

Esta transição rumo ao apoio naval e aéreo concreto aos rebeldes é sem dúvida motivada também pelas derrotas da insurgência (incluindo substanciais perdas rebeldes) que se seguiram à reação adversa das forças do governo na esteira do ataque terrorista de 18 de Julho contra a sede da Segurança Nacional em Damasco, o qual levou à morte do ministro da Defesa, general Daoud Rajha e de outros altos membros da equipe de defesa nacional do país.

Várias ações militares entrecruzadas são encaradas, a serem executadas sequencialmente tanto antes como na esteira da proposta de "mudança de regime".

"A opção avançada, destruição das forças armadas sírias através de uma invasão "pavor e choque" estilo Iraque, poderia sem dúvida ser cumprida por uma coligação dirigida pelos EUA. Como com todas as outras formas de intervenção, contudo, manusear os resultados seria muito menos previsível e poderia arrastar as forças da coligação a um pântano duradouro e sangrento. Atualmente essa opção pode ser excluída como possibilidade realista. (…) Não há dúvida de que a neutralização substancial da infraestrutura de defesa aérea da Síria poderia ser alcançada por uma operação aérea dirigida pelos EUA. Mas isto exigiria uma campanha grande, sustentada e extremamente custosa incluindo Forças Especiais posicionadas no terreno para apontar alvos.

As opções de intervenção que restam caem grosso modo em três categorias que por vezes se sobrepõem. (…) A primeira categoria é a ação de imposição militar para reduzir ou acabar a violência na Síria, … impedir as forças de Assad de atacarem população civil por ação [militar] direta. [O RUSI ignora o facto de que as matanças são cometidas pelo ESL e não por forças do governo. Nota do autor.].

A segunda é tentar provocar mudança de regime por uma combinação de apoio a forças de oposição e ação militar direta. A segunda categoria pode ser aplicada na sequência do colapso do regime. O objetivo seria apoiar um governo pós-Assad ajudando a estabilizar o país e proteger a população contra violência inter-facções e represálias. (…) Uma força de estabilização seria posicionada a pedido do novo governo. Em qualquer cenário de intervenção pode ser necessário destruir ou proteger armas químicas da Síria, se elas estiverem prestes a serem utilizadas, transferidas ou de outras formas tornadas inseguras. Isto exigiria forças de combate especializadas e potencialmente tão substanciais que provavelmente seria uma missão que só os EUA poderiam executar. [Recordando as armas de destruição em massa do Iraque, o pretexto das armas químicas da Síria está a ser utilizado para justificar uma intervenção militar. Nota do autor.].

A terceira categoria é socorro humanitário – trazer abastecimento e ajuda a populações assediadas. (…) Esta forma de intervenção, a qual mais provavelmente seria conduzida sob os auspícios da ONU, exigiria agências de ajuda tais como o Crescente Vermelho Internacional, bem como forças militares armadas incluindo poder aéreo, mais uma vez baseado numa coligação da Otan. O socorro humanitário pode ser necessário antes ou após uma mudança de regime.

O "socorro humanitário" é muitas vezes utilizado como pretexto para o envio de unidades de combate. Forças especiais e operativos de inteligência são frequentemente despachados sob cobertura de Organizações Não Governamentais.

Ações militares concretas EUA-Otan

Será que o Resumo do RUSI reflete a perspectiva atual do planejamento militar EUA-Otan em relação à Síria?

Que ações militares e de inteligência concretas foram tomadas pela aliança militar ocidental na sequência dos vetos chinês e russo no Conselho de Segurança das Nações Unidas?

O posicionamento de uma poderosa armada de navios de guerra franceses e britânicos já é encarado numa data não especificada "ainda neste verão".

O Ministério da Defesa britânico, contudo, sugeriu que os deslocamentos da Royal Navy para o Oriente Médio só podiam ser ativados "após" os jogos olímpicos de Londres. Dois dos maiores navios de guerra britânicos, o HMS Bullwark e o HMS Illustrious foram designados, a um tremendo custo para os contribuintes britânicos, para "garantir a segurança" dos jogos olímpicos. O HMS Bulwark está atracado em Weymouth Bay durante os jogos. O HMS Illustrious está "atualmente ancorado no Tâmisa no centro de Londres". (Ibid)

Estas operações navais planejadas são cuidadosamente coordenadas com avançado apoio aliado ao "Exército Livre da Síria", integrado por jihadistas mercenários estrangeiros treinados no Catar, Iraque, Turquia e Arábia Saudita por conta da aliança militar ocidental.
Será que os EUA-Otan lançarão uma operação aérea total?

As capacidades de defesa aérea da Síria, segundo informações, baseiam-se no avançado sistema S-300 da Rússia? (Informações não confirmadas apontam para o cancelamento da entrega pela Rússia, a seguir à pressão de Israel, do avançado sistema míssil S300 terra-ar à Síria. Outras informações também sugerem a instalação de um avançado sistema russo de radar.
O papel das Forças Especiais

Nos próximos meses, forças aliadas não terão dúvida em centrar-se na desativação das capacidades militares do país incluindo sua defesa aérea, sistemas de comunicações, através de uma combinação de ações encobertas, guerra cibernética e ataques terroristas do Exército Livre da Síria patrocinado pelos EUA-NATO.

Comandantes do Exército Livre da Síria fazem parte de organizações filiadas à Al Qaida e estão em ligação permanente com Forças Especiais britânicas e francesas dentro da Síria. O relatório do RUSI recomenda que os rebeldes deveriam ser apoiados através do "posicionamento dentro do país de conselheiros das Forças Especiais com apoio aéreo a pedido:

"Conselheiros a trabalharem ao lado de comandantes rebeldes, acompanhados talvez por pequenas unidades de tropas das Forças Especiais, podiam ser tática e estrategicamente decisivos, como se provou tanto no Afeganistão em 2001 como na Líbia em 2011”, diz o resumo do RUSI.

Forças Especiais têm estado no terreno na Síria desde o princípio da insurgência. Relatórios também confirmam o papel de companhias de segurança privadas, incluindo antigos mercenários Blackwater, no treino dos rebeldes do Exército Livre da Síria. No que é descrito como "Guerra da América debaixo da mesa", Forças Especiais no terreno estão em ligação permanente com os militares e a inteligência aliada.

O influxo de combatentes jihadistas mercenários

Desde o impasse no Conselho de Segurança da ONU, uma aceleração no recrutamento e treino de combatentes jihadistas mercenários está a verificar-se.

Segundo uma fonte do exército britânico, Forças Especiais estão agora a treinar "rebeldes" sírios no Iraque "em táticas militares, manuseio de armas e sistemas de comunicações". A informação também confirma que treinamento militar de comandos está a ser efetuado na Arábia Saudita por conta da aliança militar ocidental:

"Forças Especiais britânicas e francesas têm estado a treinar ativamente mercenários do Exército Livre Sírio, a partir de uma base na Turquia. Algumas informações indicam que o treino está a ter lugar também em locais na Líbia e no norte do Líbano. Operativos britânicos do M16 e pessoal do UKSF (SAS/SBS) têm estado a treinar os rebeldes em guerra urbana bem como a fornecer-lhes armas e equipamento. Acredita-se que operativos estadunidenses da CIA e forças especiais providenciam assistência em comunicações aos rebeldes".

"Mais de 300 [rebeldes sírios] passaram por uma base dentro do Iraque próxima à fronteira, enquanto um curso de comandos está a ser dado na Arábia Saudita.

Grupos de 50 rebeldes de cada vez estão a ser treinados por duas firmas de segurança privada que empregam antigo pessoal de Forças Especiais. "Nosso papel é puramente de instrutores ensinando táticas, técnicas e procedimentos", disse um antigo membro das Forças EsperiaIs.

"Se podemos ensinar-lhes como encobrir-se, atirar e evitar serem localizados por atiradores será uma ajuda esperançosa". (Daily Mail , 22 de julho de 2012).

O papel da Turquia e de Israel

O alto comando militar da Turquia tem estado em ligação com a sede da Otan desde agosto de 2011 relativamente ao recrutamento ativo de milhares de "combatentes da liberdade" islamistas, o que recorda o alistamento de Mujahidins para fazer a Jihad (guerra santa) da CIA no auge da guerra soviético-afegã.

"Também discutido em Bruxelas e Ancara, relatam nossas fontes, está uma campanha para alistar milhares de voluntários muçulmanos em países do Oriente Médio do mundo muçulmano para combater junto aos rebeldes sírios. O exército turco abrigaria estes voluntários, treinaria e asseguraria a sua passagem para dentro da Síria. (Arquivo Debka, “A Otan fornece armas antitanques aos rebeldes”, 14 de agosto de 2011).

O recente influxo de combatentes estrangeiros numa escala significativa sugere que este diabólico programa de recrutamento de Mujahidins, desenvolvido há mais de um ano atrás, tem frutificado.
A Turquia também está a apoiar combatentes da Fraternidade Muçulmana no norte da Síria. Como parte do seu apoio aos rebeldes do Exército Livre da Síria, "a Turquia estabeleceu uma base secreta com aliados da Arábia Saudita e do Catar para dirigir ajuda militar e de comunicações para rebeldes da Síria a partir de uma cidade próxima à fronteira" (Reuters, 27 de julho de 2012).

O papel de Israel no apoio aos rebeldes, em grande medida caracterizado por operações encobertas de inteligência, tem sido "discreto" mas significativo. Desde o início, o Mossad apoiou grupos terroristas salafistas, os quais tornaram-se ativos no sul da Síria no início do movimento de protesto em Daraa em meados de março. Informações sugerem que o financiamento para a insurgência salafista está a vir da Arábia Saudita. (The Irish Times, 10 de maio de 2011).

Enquanto canaliza apoio encoberto ao Exército Livre da Síria, Israel também está a apoiar separatistas curdos no norte da Síria. O grupo de oposição curda (KNC) tem ligações estreitas com o governo Regional Curdo de Massoud Barzani no norte do Iraque, o qual é diretamente apoiado por Israel.
A agenda separatista curda é destinada a ser utilizada por Washington e Tel Aviv para procurar a ruptura da Síria de acordo com linhas étnicas e religiosas – em várias entidades políticas separadas e "independentes". Convém notar que Washington também facilitou o despacho de "militantes da oposição" curda síria para o Kosovo em maio último para participarem em sessões de treino utilizando a "perícia terrorista" do Exército de Libertação do Kosovo (ELK).

A não tão oculta agenda militar estadunidense-israelense é "Romper a Síria em pedaços", tendo em vista apoiar o expansionismo de Israel. (The Jerusalem Post, 16 de maio de 2012 ).

Confrontação com a Rússia

O que se pode esperar nos próximos meses:

1) Um posicionamento naval no Mediterrâneo Oriental, cujo objetivo militar não foi claramente definido pelas forças aliadas.

2) Um maior influxo de combatentes estrangeiros e esquadrões da morte para dentro da Síria e a execução de ataques terroristas cuidadosamente visados em coordenação com os EUA-Otan.

3) Uma escalada no posicionamento de forças especiais aliadas, incluindo mercenários de companhias de segurança privadas contratadas pela inteligência ocidental.

O objetivo, sob a operação "Vulcão Damasco e Terremoto Sírio", em última análise consiste em estender os ataques terroristas do Exército Livre da Síria à capital da Síria, sob a supervisão de Forças Especiais ocidentais e de operativos de inteligência no terreno. (Ver Thierry Meyssan, The battle of Damascus has begun , Voltaire Net, 19 de julho de 2012). Esta opção de alvejar Damasco fracassou. Os rebeldes também foram empurrados para trás em combates intensos na segunda maior cidade da Síria, Alepo.

4) O enfraquecimento do papel da Rússia na Síria – incluindo suas funções sob o acordo de cooperação militar bilateral com Damasco – também é parte da agenda militar e de inteligência dos EUA-Otan. Isto podia resultar em ataques terroristas contra nacionais russos que vivem na Síria.
Um ataque terrorista contra a base naval da Rússia em Tartus foi anunciado menos de duas semanas após o confronto direto no Conselho de Segurança, sem dúvida por ordem dos EUA-Otan tendo em vista ameaçar a Rússia.

A seguir à chegada da flotilha naval russa de dez navios estacionados ao largo da costa síria, um porta-voz do Exército Livre da Síria confirmou (26 de Julho) a sua intenção de atacar a base naval da Rússia em Tartus:

"Temos uma advertência às forças russas: se enviarem mais quaisquer armas que matem nossas famílias e o povo sírio nós os atingiremos duramente dentro da Síria", disse Louay Al-Mokdad, coordenador logístico do Exército Livre da Síria.

"Informantes dentro do regime contam-nos que há grandes carregamentos de armas a chegarem a Tartus nas próximas duas semanas. Não queremos atacar o porto, não somos terroristas, mas se eles continuarem a atuar dessa forma não teremos opção".

O Exército Livre da Síria formou uma "brigada naval", composta de desertores da Marinha síria, a qual opera próximo de Tartus. "Muitos dos nossos homens costumavam trabalhar no porto de Tartus e conhecem-no bem", disse o capitão Walid, um antigo oficial da Marinha Síria. "Estamos a observar muito atentamente os movimentos dos russos".

"Podemos facilmente destruir o porto. Se atingirmos os armazéns de armas com mísseis anti-tanque ou outra arma isso dispararia uma explosão devastadora", disse um representante do Exército Livre da Síria. "Ou podemos atacar os navios diretamente". (World-DNA, 26 de julho de 2012).

Se a base naval da Rússia viesse a ser atacada, isto, com toda probabilidade, seria empreendido sob a supervisão de forças especiais e operativos de inteligência aliados.

Se bem que a Rússia tenha as capacidades militares necessárias para defender eficazmente sua base naval de Tartus, um ataque à base naval da Rússia constituiria um ato de provocação, o qual podia preparar o cenário para um envolvimento mais visível de forças russas dentro da Síria. Um rumo assim também podia potencialmente levar a uma confrontação direta entre forças russas e forças especiais ocidentais e mercenários a operarem dentro das fileiras rebeldes.

Segundo o Resumo do RUSI “Syria Crisis Briefing” citado acima: "Antecipar a ação e da Rússia teria de ser um fator importante em qualquer plano de intervenção [militar] do Ocidente [na Síria]. Os russos certamente são capazes de movimentos arrojados e inesperados…" .
O mundo numa encruzilhada perigosa

Uma "guerra humanitária" total contra a Síria está em cima da mesa do Pentágono, a qual, se executada, poderia levar o mundo a uma guerra regional estendendo-se desde o Mediterrâneo Oriental ao coração da Ásia Central.

Um programa de propaganda refinado e super abrangente apoia a guerra em nome da paz mundial e da segurança global.

O cenário subjacente de conflito mundial vai muito além da concepção diabólica do 1984 de Orwell.
O Ministério da Verdade sustenta a guerra como um empreendimento para “fazer a paz” invertendo realidades.

Por sua vez, as mentiras e fabricações da mídia "de referência" são apresentadas com variadas insinuações numa complexa teia de enganos.

Numa deturpação cínica, atrocidades documentadas contra civis sírios cometidas pela "oposição" do Ocidente estão agora a ser reconhecidas (ao invés de culpabilizar forças governamentais) como "inevitáveis" na penosa transição rumo à "democracia".

As consequências mais vastas da "Grande Mentira" são obscurecidas.

A “guerra humanitária” global torna-se um consenso que ninguém pode desafiar.

A guerra à Síria é parte de uma agenda militar integrada à escala mundial. O caminho para Teerã passa por Damasco. O Irã, a Rússia, a China e a Coreia do Norte também estão a ser ameaçados.

Com o posicionamento da armada naval franco-britânica ainda neste verão, navios de guerra ocidentais no Mediterrâneo Oriental estariam contíguos àqueles posicionados pela Rússia, a qual está a conduzir os seus próprios jogos de guerra, levando a uma potencial "confrontação no estilo Guerra Fria" entre forças navais russas e ocidentais. Ver Michel Chossudovsky, The US-Otan War on Syria: Western Naval Forces Confront Russia Off the Syrian Coastline? , Global Research, 26 de julho de 2012).

Uma guerra à Síria, a qual inevitavelmente envolveria Israel e Turquia, podia constituir a fagulha rumo à guerra regional dirigida contra o Irã, na qual a Rússia e a China podiam ser (direta ou indiretamente) envolvidas.

É crucial difundir estas palavras e romper os canais de desinformação da mídia.

Um entendimento crítico e não enviesado do que está a acontecer na Síria é de importância crucial na reversão da maré da escalada militar.

Michel Chossudovsky – Globalresearch/Resistir

Visto em: Um Novo Despertar

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O ex-chefe da Mossad, para os iranianos: "tenham medo das próximas 12 semanas"

Israel vê janela de oportunidade para uma ação contra o Irã 
” A especulação de que Israel e os Estados Unidos podem decidir lançar um ataque contra instalações nucleares do Irã aumentaram após o ex-chefe do Mossad Efraim Halevy dizer ao New York Times: "Se eu fosse iraniano, eu estaria com muito medo das próximas 12 semanas."

O NY Times especula que a janela de oportunidade está se fechando a uma ação, em parte por causa da aversão de Israel de batalhas de inverno e em parte porque Benjamin Netanyahu teme que quem ganha a eleição presidencial dos EUA, ímpeto serão perdidos. 
Netanyahu acredita que ele terá menos alavancagem se o presidente Obama for reeleito, e que se Romney ganhar, o novo presidente seria improvável que quer assumir uma grande ação militar no início de seu mandato ", afirma o relatório ” Como informamos ontem , segundo fontes israelenses, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei também disse recentemente aos chefes militares que esperem "guerra dentro de semanas." 

Se a especulação de que o conflito poderá sair nos próximos dois meses é apenas propaganda israelita continua a ser visto. Especialistas notaram que a retórica poderia ser apenas um instrumento de barganha para forçar os iranianos a submeter a controles mais rígidos sobre o seu programa de energia nuclear. 

Juntamente com a narrativa que o presidente Barack Obama deu a luz verde para um ataque contra o Irã antes da eleição é um cenário mais substancial que sugere que qualquer decisão de atacar o Irã não pode ser feita até, pelo menos, primavera de 2013.Este atraso foi baseado em uma simulação de guerra que descobriram que qualquer ataque ao Irã seria imediatamente reuniu-se com o lançamento de um míssil iraniano que mataria 200 americanos, um preço considerado não vale a pena pagar por generais dos EUA. 

” Durante a mesma reunião, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, também reconheceu que Israel não agiria sozinho no Irã impressionante antes das eleições presidenciais americanas em novembro, de acordo com Amir Haaretz 'Oren, o que significa que, "Para todos os efeitos, era um anúncio que esta guerra estava sendo adiada pelo menos até a primavera de 2013. " 
O congressista Ron Paul respondeu a um projeto de lei novas sanções passaram ontem que pune os bancos, seguradoras e transportadores que ajudam a Teerã vender o seu petróleo, apontando que o Irã é uma nação do terceiro mundo, sem força significativa aérea ou da Marinha, que não representa nenhuma ameaça para os Estados Unidos . 

"Nós não fomos provocado, eles não são uma ameaça à nossa segurança nacional, e não deveríamos estar fazendo isso temos vindo a fazer por muito tempo - nos últimos anos 10,15, estamos apenas obcecado com a idéia de que nós ir para a guerra e tentar resolver todos os problemas do mundo - ao mesmo tempo está nos levando à falência ", disse Paul. 
Assista o clipe abaixo. UND: Click em " CC" em translations Captions e busquem por Português e dêem ok.



Fonte: Um Novo Despertar
Visto em: Notícia Final

domingo, 22 de julho de 2012

Regime Sírio parece estar vencendo revolta em Damasco - diz Voz da Rússia


A Rússia e a China bloquearam o projeto ocidental de resolução do Conselho de Segurança da ONU para a Síria, que previa a introdução de sanções rígidas em relação às autoridades em Damasco, se estas não cumprirem uma série de exigências.

O representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin, explicou a posição de Moscou: "O projeto distinguia-se por ser extremamente unilateral. As ameaças de pressão e sanções eram dirigidas exclusivamente ao governo da Síria. Isto não reflete a realidade da atual situação no país."

A realidade é tal que não é necessário conter o governo da Síria e sim a oposição irreconciliável. 
Seus destacamentos anunciaram abertamente o início da realização do plano Vulcão em Damasco – terremoto na Síria. No âmbito do qual os rebeldes – segundo eles próprios, lançaram à capital do país 30 mil combatentes.

É verdade que muitos observadores consideram que o número é exagerado em dezenas de vezes e trata-se de operação propagandística. O orientalista russo Leonid Issaev considera:

"Por enquanto os rebeldes sírios não conseguiram estabelecer controle prolongado sobre nenhuma cidade. Se conseguirem o planejado e Damasco cair, então, naturalmente, a situação mudará imediatamente. Entretanto, em essência, a atual ofensiva é um gesto de desespero. O exército da Síria, como antes, é forte e as forças dos rebeldes não aumentam de modo algum. O ocidente, com exceção de dinheiro e armas, por enquanto não quer ajudar. Pelo menos enquanto a posição da Rússia permanecer rígida. No entanto a oposição síria está recebendo muito dinheiro. Os patrocinadores de oposicionistas já começam a duvidar, valerá a pena financiar generosamente este projeto? E na própria Síria as forças dos rebeldes começam a se esgotar. Por isso o chamado assalto de Damasco é um espetáculo com a finalidade de restabelecer o financiamento da oposição irreconciliável."

Muito dinheiro vai para o projeto sírio, entretanto não há resultados por enquanto. O regime em Damasco, como antes, contém o golpe e permanece perfeitamente sólido. Como resultado a oposição irreconciliável, para manter seu renome aos olhos dos patrocinadores, começa a promover espetáculos. Isto se refere também ao chamadoassalto de Damasco, considera o analista militar sírio Mukhammed Issa:

"Agora em Damasco estão pequenos grupos armados, evidentemente sob controle da Arábia Saudita. Eles realizam ataques e abrem fogo. Mas assim que as forças de segurança chegam ao local, os rebeldes imediatamente desaparecem e algum tempo depois, aqueles que sobreviveram realizam um ataque em outro bairro. Há muito barulho, mas não há qualquer resultado prático para os rebeldes. Mas, para um observador de fora pode parecer que em Damasco ocorre uma verdadeira guerra."

Agora é complexo avaliar a verdadeira envergadura das operações dos rebeldes sírios. E ainda assim têm-se a impressão de que o roteiro chega ao final. E a questão do vencedor será resolvida em breve.


 Israel em relação à guerra na Síria

Israel colocou forças militares e policiais adicionais na fronteira com a Síria, nos Montes Golã. Se estão cumprindo os receios dos últimos meses: cada vez mais refugiados vindos da Síria se concentram na fronteira com Israel. Essa situação foi comentada à Voz da Rússia pelo ensaista e ativista social Avigdor Eskin.

A morte de quatro colaboradores próximos do presidente Assad indica que a revolta atingiu o seu círculo mais próximo. Como se sabe, em resultado da explosão morreram o ministro da Defesa da Síria, general Daud Rajha, e o seu vice-ministro e cunhado do presidente sírio, Asef Shaukat.

Na mídia israelita aparecem cada vez mais análises referindo que a queda do regime de Assad na Síria é apenas uma questão de tempo. Na esmagadora maioria dos casos isso é dito com pesar. Paradoxalmente, Israel gostaria atualmente que Assad permanecesse muitos anos no posto de presidente. O caos que se aproxima preocupa os líderes do país.

Uma preocupação especial é provocada em Israel pelo extremar das posições confessionais que se verifica na Síria. Hoje, este país é governado pelas minorias: alauitas, drusos e cristãos. Os revoltosos pretendem falar em nome da maioria sunita, que constitui setenta por cento da população. Em caso de queda do regime de Assad se deve esperar a agudização dos conflitos de base religiosa por todo o Oriente Médio.

Os serviços especiais israelitas estão a desenvolver neste momento esforços suplementares para não permitir o alastramento do conflito inter-confessional ao seu território. Não estão  esquecidas as guerras entre cristãos e muçulmanos do Líbano nos anos setenta. Centenas de milhares de pessoas morreram por causa do ódio religioso.

Nós ainda não temos plena consciência das terríveis consequências que podem advir da continuação da desestabilização de um governo estável na Síria. Parece que os norte-americanos não aprenderam nada com os exemplos dos seus próprios fiascos. Foram eles que pressionaram o xá da Pérsia a abdicar e, dessa forma, abriram caminho a Khomeini e a Ahmadinejad. Foram eles que levaram os talibãs a tomar o poder no Afeganistão. E serão eles os responsáveis pelo banho de sangue que paira sobre a Síria em caso de vitória dos rebeldes.

Eles deveriam aprender com os seus erros e os outros não deveriam seguir os seus exemplos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Notícias no Oriente Médio


Tradução e adaptação-Daniel-UND
  
Reabastecimento de navios de guerra russos rumo a Síria em Limassol-Chipre

 Os primeiros navios de guerra da flotilha russa a caminho do porto de Tartus na Síria, estão se posicionando em um porto de Chipre para reabastecerem e descansar suas tripulações -um navio auxiliar  chegou  nesta segunda-feira seguindo  a fragata russa  Smetliv  que chegou no domingo.
Mais navios russos são esperados em Chipre nos próximos dias.

Irã planeja enriquecer urânio até 60%.

O Argumento de Teerã para elevar seu nível de enriquecimento de urânio a partir de 20 %  para 60% é para para se projetar grandes navios mercantes de propulsão nuclear, assim como navios petroleiros de  longo curso, Por conta da manutenção das sanções o Irã precisa enriquecer urânio até 60 por cento.  Eles são citados pelo site linha dura  Mashrequhnews.


IDF simula exercício de ataque de mísseis  químicos em cidade israelense

O exercício ocorreu em  Petach Tikva ao   leste de Tel Aviv  e foi encenado  nesta segunda-feira pelo Comando Inicial em colaboração com a IDF, Magen David e os bombeiros.


Lavrov: ONU  ameaça sanções contra a Síria  que contém elementos de chantagem

O ministro do Exterior russo disse que seria irrealista para a Rússia a exortar o presidente sírio Assad a renunciar.  O enviado de paz da ONU  para a Síria Kofi Anan reúne  se com líderes russos em Moscou  nesta segunda-feira.

 Combates mais pesados ​​ainda ocorrem  em Damasco

Confrontos entre as forças governamentais e rebeldes do Exército livre sírio  estão chegando mais perto do coração do poder do regime em Damasco do que nunca. Os moradores começaram a fugir  de algumas partes  da capital na noite de domingo como tanques e morteiros do  governo batendo  contra as forças rebeldes.


Um navio dos  EUA disparou  contra barco fora da costa dos Emirados Árabes Unidos, matando um e ferindo três

Primeiro relato diz que : Um barco foi atingido  por um navio de guerra dos  EUA ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, matando uma pessoa e ferindo três, segundo um oficial  no consulado dos EUA em Dubai. DEBKAfile: O barco pode ter sido um navio de pesca que ficou muito perto de um navio de guerra americano e foi confundido com uma lancha marinha iraniana. O navio americano  primeiramente  disparou tiros de advertência antes de disparar contra o barco. A Quinta Frota dos EUA  está investigando o incidente.

A tensão naval  entre o Irã e os EUA está agora excepcionalmente alta nesta parte do Golfo Pérsico.

Clinton em Israel após Donilon

  A secretária de Estado dos EUA,  Hillary Clinton, mantém conversações em Israel  nesta segunda-feira com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, ministro da Defesa Ehud Barak, e o ministro dos Negócios Estrangeiros Avigdor Lieberman sobre o programa nuclear iraniano, as relações com o Egito e outros assuntos do Oriente Médio.

Ela segue os passos do  Conselheiro de Segurança Nacional Tom Donilon que visitou Israel entre  14-15  de julho e consultou-se com o primeiro-ministro, ministro da Defesa e o Min. Segurança Nacional Interna Yaacov Amidror.

A Casa Branca disse em uma declaração oficial domingo: "Nessas reuniões, o Conselheiro de Segurança Nacional reafirmou  que os Estados Unidos" tem o compromisso inabalável com a segurança de Israel  e sua visita foi a última de uma série de consultas em curso dos  EUA com autoridades israelenses em uma série sobre questões de segurança regionais . "
Clinton também está programada para se reunir com o  primeiro-ministro palestino  Fayyad para discutir a crise financeira da Autoridade Nacional Palestina.

Fonte: Debka.com

terça-feira, 10 de julho de 2012

Irã alerta que uma decisão errada na Síria poderá causar “catástrofe”

O mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan chegou ontem ao Irã para discutir a situação na Síria. No encontro com autoridades iranianas, realizada nesta terça-feira, dia 10 de julho, Annan ouviu do ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, que uma decisão errada sobre o conflito nesse país poderá causar “uma catástrofe” no Oriente Médio.
Para Salehi, o avanço da violência na Síria não beneficiaria nenhuma nação.
Em entrevista coletiva, Kofi Annan, assegurou que um desastre poderá acontecer se seu plano de paz para a Síria fracassar, e explicou que recebeu o apoio do Irã para buscar uma saída para o conflito que começou há um ano e meio e que já causou mais de 11 mil mortes, informou à agência Irna.
O plano do mediador das Nações Unidas, inclui o cessar-fogo na Síria, a saída das tropas das cidades, a libertação dos presos políticos e o início de um diálogo entre as autoridades e a oposição.

Fonte: http://ianoticia.com/2012/07/10/ira-alerta-que-uma-decisao-errada-na-siria-podera-causar-catastrofe/

domingo, 8 de julho de 2012

Líbia: Situação hoje


E a Líbia? Ainda existe?
É que o País foi apagado de qualquer noticiário. 

Começamos com uma boa notícia: a Líbia ainda existe. Esta, diga-se, parece ser a única boa notícia. Agora vamos ver as outras.

O País enfrenta um período de profundo caos, onde os combates não representam a excepção apesar da guerra ter oficialmente terminado há alguns tempos. Particularmente delicada parece a situação no Sul do País, onde o povo Tubu iniciou uma série de combate com as comunidades vizinhas. O objectivo é a manutenção do controle das zonas de fronteiras com o Chad e o Niger, áreas ricas em água e petróleo, desde sempre importante lugares de trocas comerciais, lícitas e ilícitas (armas, drogas, etc.).

Testemunhas falam de ataques contra as cidades de Sabha, Kufra e Tayun. Em Sabha são contabilizados umas 50 vítimas mortais, frutos também dos bombardeios, isso enquanto electricidade e água foram cortados.

Combates também no Oeste da Líbia, na cidade de Zintan: em Junho o governo provisório enviou tropas após uma semana de choques entre as forças pró-Khadafi (pois, ainda há...) e as forças governamentais.
O resultado da revolta conta com 14 mortos e quase 90 feridos. Mas os números dos últimos meses são ainda mais assustadores e os mortos ultrapassam as 100 unidades.

Mas muitos dos problemas da jovem Líbia nascem dos ressentimentos entre as várias tribos: há uma clara diferença entre o nível de vida dos Árabes e aquele das populações mais tradicionais. Uma situação que o antigo regime conseguia controlar e que explodiu com toda a violência uma vez abatido o poder central.

A nova Líbia, uma vez "libertada", foi deixada sozinha na resolução dos próprios problemas e os rancores durante muito tempo reprimidos deixaram de encontrar resistência. O que o governo provisório pode fazer é enviar tropas e tentar restabelecer a calma, sobretudo tendo em vista as eleições do próximo dia 7 de Julho, na esperança que o resultado possa trazer um pouco de tranquilidade.

 No entanto, Haramain Mohammed Haramain, um dos três vice-primeiros-ministros da Líbia, leu um comunicado à imprensa com o qual o governo interino e os líderes religiosos pediram um cessar-fogo imediato. A área de Zintan foi declarada zona militar e o governo deu instruções aos chefes militares para usar a força se o cessar-fogo não for respeitado.

Como afirmado, no próximo dia 7 deste mês haverá as primeiras eleições na Líbia.
2.865.937 de votantes elegerão o Congresso Nacional Geral: no total 200 membros, dos quais 80 reservados aos partidos políticos (para os quais concorrem 1.202 candidatos) e os restantes 120 reservados a candidatos individuais (2.500 candidatos).  

Mais de 8.046 os observadores acreditados e pelo menos 43 partidos políticos:


Partito – حزب
Sito – موقع ويب
1Frente Nacional para a Salvação da Líbia – الجبهة الوطنية لإنقاذ ليبياhttp://www.libyanfsl.com/
2Partido Nacional Líbio – حزب ليبيا الوطنhttp://www.alwatan.org.ly/
3Partido do Congresso Nacional – حزب المؤتمر الوطنىhttps://www.facebook.com/LybianNCP
4Partido Nova Líbia – حزب ليبيا الجديدةhttp://new-libya-party.com/
5Partido da Verdade e da Democracia de Bengasi – حزب الحق و الديمقراطيه الليبي في بنغازيhttp://hezbulhaqlibya.webs.com/
6Partido Líbio da Unidade Nacional – حزب الوحدة الوطنية الليبيhttp://nulp.ly/
7Partido Líbio da Liberdade e do Desenvolvimento – حزب الحرية والتنمية الليبيhttps://www.facebook.com/pages/حزب-الحرية-والتنمية-الليبي
8Partido Nacional da Reforma – الحزب الوطنى للإصلاحhttp://prplibya.net/
9Partido da Solidariedade Nacional – حزب التضامن الوطنيhttp://www.altadamon.ly/
10Partido Nacional Líbio – الحزب الوطني الليبيhttp://www.libyannationalparty.com/
11Partido da Umma – حزب الأمةhttp://www.facebook.com/pages/حزب-الأمة/209644972457658?sk=info
12Partido Líbio da Justiça e da Democracia – حزب العدالة والديمقراطية الليبىhttps://www.facebook.com/pages/حزب-العدالة-والديمقراطية-الليبى/295174673841149
13Partido da Líbia Futura – حزب ليبيا المستقبلhttps://www.facebook.com/pages/حزب-ليبيا-المستقبل/313110412033424
14Partido Líbio do Centro – حزب الوسط الليبيhttps://www.facebook.com/pages/حزب-الوسط-الليبي/310777068939563
15Agrupamento Nacional Democrático Justiça e Progresso – التجمع الوطني الديمقراطي من اجل العدالة و التقدمhttps://www.facebook.com/pages/التجمع-الوطني-الديمقراطي-من-اجل-العدالة-و-التقدم-ليبيا/281079708573739
16Partido Líbio do Desenvolvimento – حزب ليبيا للتنميةhttps://www.facebook.com/pages/حزب-ليبيا-للتنمية/322561851089049?sk=info
17Partido Líbio Geral – حزب عموم ليبياhttps://www.facebook.com/pages/حزب-عموم-ليبيا/146804325425326?sk=info
18Aliança Nacional Democrática – التحالف الوطني الديمقراطيhttp://www.facebook.com/The.Democratic.National.Alliance?sk=info
19Partido do Novo Congresso Nacional –  حزب المؤتمر الوطني الجديدhttp://www.ncp.ly/
20Partido Democrático Líbio- الحزب الديمقراطي ليبياhttp://thedemocraticpartylibya.org/
https://www.facebook.com/groups/thedemocraticpartylibya/
21Partido da Comunicação – حزب التواصلhttp://www.tp.org.ly/
22Partido Líbio Democrático Livre Justiça e Desenvolvimento – الحزب الليبي الديمقراطي الحر للعدالة و التنميةhttp://www.libyanparty.com/
23Partido Líbia Nossa Casa e Nossa Tribo – حزب ليبيا بيتنا و قبيلتناhttp://ar-ar.facebook.com/pages/حزب-ليبيا-بيتنا-و-قبيلتنا/184784061571294?sk=wall
24Partido Líbio da Libertação – حزب التحرير ليبياhttp://www.facebook.com/pages/حزب-التحرير-ليبيا/277998658881996?sk=info
25Partido Líbia para Todos – حزب ليبيا للجميعhttp://www.facebook.com/pages/حزب-ليبيا-للجميع-تحت-التأسيس/203431176401694
26Movimento pela Unidade – حركة توحيد الصفhttp://www.facebook.com/pages/pages/حركة-توحيد-الصف/143373725772782
27Partido da Juventude Democrática – حزب الشباب الديمقراطىhttp://www.facebook.com/pages/حزب-الشباب-الديمقراطى/288556327840276
28Assembleia Nacional Democrática –  التجمع الوطني الديمقراطيhttps://www.facebook.com/pages/Libya-National-Democratic-Assembly/221278004578749?sk=wall
29Partido al-Wiqaf – حزب الوفاقhttp://www.alwefaqparty.ly/
30Assembleia Nacional Democrática Libica – التجمع الوطني الديمقراطي الليبيhttp://www.sawtlibya.com/
31Partido Futuro da Nação – حزب مستقبل الوطنhttp://www.facebook.com/NFP.ly?sk=info
32Partido Líbio Democrático – الحزب الليبي الديمقراطيhttp://www.ldp.org.ly/
33Partido Liberal – حزب الأحرارhttp://www.hezbalahrar.ly/
34Partido da Assembleia Líbia Democrática – حزب تجمع ليبيا الديمقراطيةhttps://www.facebook.com/pages/248858075153906/تجمع-ليبيا-الديمقراطية-ت-ل-د
35Partido da Mudança – حزب التغييرhttp://www.taghyeerparty.ly/
36Partido Líbio da Solidariedade – حزب التضامن الليبيhttps://www.facebook.com/tadamenlibya
37União pela Nação – الاتحاد من أجل الوطنhttp://www.tufhl.org/
38Partido dos Liberais Líbios – حزب الليبيين الاحرارhttp://www.facebook.com/pages/حزب-الليبيين-الاحرار-Liberal-Libyan-Party/206390502754231
39Partido do Pacto Nacional – حزب الميثاق الوطنيhttp://dncp.ly/
40Partido do Desenvolvimento – حزب التنميةhttp://www.facebook.com/pages/227577984002617/حزب-التنمية
41Partido Democrático Estado de Direito – الحزب الديمقراطي لدولة القانونhttp://www.facebook.com/dpln.88150
42Partido da Aliança da Juventude Democrática – حزب تحالف الشباب الديمقراطيhttps://www.facebook.com/pages/329352220421855/حزب-تحالف-الشباب-الديمقراطي/
43Partido do Summit – حزب القمةhttp://www.facebook.com/summit.party

Via: Informação Incorreta
Fonte:  France 24 1 - 230SecondiShabab Libya

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ataque israelense ao Irã significa nova guerra para os EUA

 Se Israel atacar o  Irã por sua própria conta irá involuntariamente arrastar os EUA para uma nova guerra no Oriente Médio - um que a América  está muito relutante em combater, Yiftah Shapir,  que é  chefe de Projeto de Balanço Militar de Médio Oriente , compartilhado com RT. 
O perito do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) em Israel não acredita que um ataque militar às instalações nucleares do Irã vai forçar o Irã a abandonar seu programa nuclear. 
  RT: Porque você acha que não é do interesse de Israel para lançar um ataque militar ao Irã? 
Yiftah Shapir: Eu não acho que força israelense é grande e forte o bastante para destruir o projeto arma nuclear iraniano. Pode causar algum dano, mas não destruí-lo. Não iria conseguir nada. 
  RT: Você acha que os EUA consideram a cooperação com Israel em um ataque desses, quietamente? 
YS: Primeiro de tudo, não há "silêncio" nesta questão, porque as coisas tendem a sair mais cedo ou mais tarde. Por um lado, o presidente Obama não descartou a possibilidade de um ataque americano ainda. Mesmo que seu exército é muito relutante em entrar em outra guerra no Oriente Médio. Eu não acho que ele faria em um ano eleitoral. 
  RT: Então isso pode ser uma razão para Israel para lançar um ataque agora, antes de uma nova liderança americana está em vigor? 
YS: Há uma teoria em que os EUA é isso que vamos fazer. O ataque israelense pode tirar os EUA para a guerra, provavelmente prematuramente. Seria forçar os EUA a entrar nessa guerra, porque um contra-ataque iraniano seria quase sem dúvida, ser alvo contra os EUA, bem como Israel. Acho que tal ação sem o consentimento americano causaria um grande dano a Israel relações estratégicas com os EUA por um período prolongado de tempo. 
RT: Você acha que as sanções duras contra o Irã declarou recentemente são suficientes para satisfazer o governo de Israel não atacar o Irã? 
YS: Eles poderiam satisfazê-lo por enquanto. Eu acho que a atitude geral em Israel é que as sanções não são suficientes. Eles não vão para convencer o Irã, mesmo que seria muito mais dura, para não prosseguir o seu projeto de arma nuclear. 
RT: Como você mede a capacidade do Irã de lançar um contra-ataque? 
YS: Irão tem uma capacidade de lançar um ataque com mísseis em Israel direta com algumas centenas de mísseis Shahab. Qual seria a eficácia desse tipo de ataque e precisão desses mísseis - Eu não sei. Eu não acho que seria pior do que tínhamos em 1991, quando estávamos sob ataque de míssil iraquiano. Os danos foram causados, mas ninguém realmente foi morto.Mas não há garantia de que isso não vai acontecer. Temos agora o Arrow (anti-míssil balístico) nós não temos, então, que seria capaz de interceptar pelo menos uma parte deste ataque de mísseis. O maior dano para Israel seria, como no caso de ataque de foguetes Katyusha, o dano econômico, porque, sob um tal ataque tudo estaria ainda. 
  RT: E sobre o apoio árabe para um ataque israelense ao Irã?  Você mencionou o envolvimento dos Estados Unidos, mas certamente também Israel precisa de ajuda árabe sob a forma de pouso e abastecimento de assistência (no caso de um ataque aéreo contra o Irã)? 
YS: Muitos países árabes são muito cautelosos do Irã. Por exemplo a Arábia Saudita tem estado a pressionar a ONU para atacar o Irã há muitos anos. Na assistência a outra mão para Israel ainda está fora de sua agenda em aberto.Israel teria de voar sobre os países árabes. Ele tem feito isso antes e isso poderia ser feito sem o consentimento, ainda que encoberto. Poderíamos ter direitos de assistência e de desembarque, se não a partir de Arábia Saudita do que do Emirados Árabes Unidos. A distância entre os Emirados Árabes Unidos para o norte do Irã está tão longe como de Israel, talvez até mais, para que esses direitos de aterragem seria útil somente em caso de ataque a alvos no sul do Irã. 
  Outra ajuda secreta poderia ser, embora problemático, dada pelo Azerbaijão, que fica no lado norte da fronteira iraniana. Eles têm agora boas relações com Israel. O problema é chegar ao Azerbaijão você tem de voar sobre a Turquia.Com as atuais relações entre Israel e Turquia, não vejo turcos dando a Israel qualquer auxílio. 
RT: Por que é tão importante para a Síria nações ocidentais?  Poderia ser o último obstáculo antes da invasão do Irã? 
  YS: Essa é uma pergunta difícil. Por que a Síria é importante?  É importante para os países ocidentais?  Não vejo qualquer país ocidental intervir na Síria, como fizeram na Líbia. 
RT: Mas há tanta atenção e foco na Síria, em especial sobre o presidente Bashar Assad está lidando com a situação.  Como você explica isso? 
  YS: Que seria de se esperar do Ocidente. A Síria está muito mais próximo da Europa e da Síria tem relações tradicionais com países como a França. E com tal atrocidade que acontece (na Síria) eles não podem ficar quieto. 
  RT: Existe uma conexão entre o que está acontecendo na Síria eo que está acontecendo no Irã? 
YS: Há uma ligação óbvia porque o regime sírio tem sido aliado do Irã por mais de duas décadas.  Esta é a principal via do Irã ao Líbano, em toda a região influenciando Israel. Se o regime de Assad quedas, o Irã está em pé de perder aliado muito forte, porque qualquer governo que vai substituir Assad, seja uma democracia pró-ocidental, que não é muito provável, ou Irmãos Muçulmanos, que são sunitas e hostil em relação a Irã xiita , qualquer novo regime seria hostil em relação ao Irã ou muito longe de cooperar com o Irã tanto quanto regime Bashar Assad tem sido.  Irã está de pé a perder. 
  RT: É a fonte de alegado de armas para a oposição síria suficiente para perturbar o equilíbrio de armas regional? 
YS: Agora não. Eu ouvi  que a Arábia Saudita começou a fornecer com armas.Mas estamos falando de armas ligeiras.  Eu não acho que isso iria mudar o equilíbrio de poder no Oriente Médio.Eles (a oposição síria) ainda são muito fracos. 
  RT: É possível que haja intervenções simultâneas para a Síria e ao Irã? 
YS: Não parece provável. Eu não acho que a UE ou a  OTAN estão indo para a Síria. E não vejo a UE ou a OTAN a tomarem parte no ataque contra o Irã. Os EUA poderiam tentar levar os europeus para atacar alvos no Irã, mas não parece muito provável.
Fontehttp://2012umnovodespertar.blogspot.com.br/

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mais um bloco: Irmandade árabe pretende criar Califado dos "ESTADOS UNIDOS DOS ÁRABES" com capital em Jerusalém



Realmente a implantação do governo mundial está a passos largos, e os blocos continentais estão sendo formados.
O vídeo está em inglês. Em suma, mostra pra quais propósitos a Primavera Árabe veio ( independente de ser anti -Israel, pró árabe ), pois dará num Califado Árabe com Jerusalém como capital.
Assim preparam para uma nova cruzada pela libertação total de Jerusalém sob um jugo completo islâmico. Enquanto isso a agenda segue e vai preparando as massas para os propósitos adiante. Isso tanto em Israel quanto no mundo árabe.

O vídeo está em inglês. Em suma, mostra pra quais propósitos a Primavera Árabe veio ( independente de ser anti -Israel, pró árabe ), pois dará num Califado Árabe com Jerusalém como capital.
Assim preparam para uma nova cruzada pela libertação total de Jerusalém sob um jugo completo islâmico. Enquanto isso a agenda segue e vai preparando as massas para os propósitos adiante. Isso tanto em Israel quanto no mundo árabe.
Mais assustador ainda: depois de Higazi jurar que a capital do "califado" "será Jerusalém", um gigantesco brado levanta-se em toda a multidão, que parece consistir de milhares de pessoas: "o nosso grito será: 'Milhões de mártires marchando para Jerusalém!'"
A palavra "mártires" pode significar muitas coisas, mas é no mínimo um eufemismo para uma acção militar, e mais provavelmente um incitamento aos bombistas suicidas.
E o discurso inflamado e alimentado pelo ódio (entenda-se: inveja) ancestral dos árabes aos judeus incluiu frases como estas:
-"Vamos tirar o sono aos olhos de todos os judeus"
Para quem ainda tinha dúvidas, aqui está a verdade revelada sobre o resultado da tão aclamada (por alguns) "primavera árabe"...
Nada de bom virá dali, e as eleições no Egipto poderão ser determinantes para o rompimento do acordo de paz com Israel e o início de uma nova era de ódio e violência que, segundo as profecias milenares, trarão a destruição ao próprio Egíto e não só. É que quem se mete com Israel acaba pagando um alto preço e parece que os egípcios ainda não aprenderam as lições de 1967 e 1973...
Confira o vídeo acima e veja com os seus próprios olhos...



Já conhecemos a UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), a UNA (União Norte-Americana), a União Européia que se transformará em 'Estados Unidos da Europa', e agora também querem criar os "Estados Unidos dos Árabes"...





Falando aparentemente numa campanha eleitoral para o candidato presidencial da Irmandade Muçulmana Mohammed Mursi, o clérigo egípcio Safwat Higazi é visto e ouvido neste video anunciando que Mursi irá ajudar a reformular aquilo a que ele chama de "Estados Unidos dos Árabes" - que significa, na verdade, um segundo califado. Higazi usa até a palavra "califado" para descrever as suas ambições.




-"Vamos lá, amantes do martírio, vocês são todos Hamas."
-"A nossa capital não será no Cairo, Meca ou Medina" - disse o clérigo muçulmano diante da multidão dos milhares que gritavam em uníssono: "Milhões de mártires marcham para Jerusalém." 


terça-feira, 17 de abril de 2012

Presidente Iraniano vota em defender integridade territorial

O Irã irá responder fortemente a qualquer ameaça à sua integridade territorial, Presidente Mahmoud disse na terça-feira, acrescentando que prefere cooperar com os países vizinhos árabes para manter a segurança no Golfo Pérsico.
Imagen activa
“As forças armadas e o exército irão infringir um pesado golpe em caso de qualquer agressão contra terras iranianas e interesses,” Ahmadinejad disse aos comandantes militares e pessoais em um discurso aberto durante a cerimônia que marca o Dia do Exército no sul de Teerã, terça-feira, IRIB reportou.
O Irã ‘está pronto para defender sua existência e soberania’, ele declarou.
O presidente não se referiu explicitamente à sua visita em 11 de Abril ao Golfo Pérsico na ilha de Abu Mousa que provocou um protesto dos Emirados Árabes Unidos (EAU) que clama soberania sobre a ilha. Mas ele disse que a chave para a estabilidade no Golfo Pérsico era cooperação regional.
“Quando ele veio ao Golfo Pérsico, segurança é alcançada apenas por meio de cooperação coletiva de todas as nações e governos”, ele disse, enquanto bater em‘uma interferência estrangeira que causa apenas destruição e divisão’.
As observações do Presidente vieram horas antes de uma reunião entre ministros estrangeiros dos seis estados do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico em Doha para discutir a disputa de ilhas entre o Irã e a EAU. Tensões sobre as três pequenas ilhas do Golfo, incluindo Abu Mousa foram aumentadas pela afirmação de Ahmadinejad sobre a ilha durante  sua visita na última quarta-feira que registros históricos provaram 'que o Golfo Pérsico é Persa’.
Abu Dhabi denunciou a visita de Ahmadinejad como ‘uma violação da soberania da EAU` e rechamou seu diplomata de Teerã em protesto.