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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A diabólica “guerra humanitária” contra a Síria – Parte I e II


Nota Guerreiros de Yah: achei essa postagem tão boa que está acrescentada como página

A administração Obama, em ligação com Londres, Paris, Tel Aviv e o quartel-general da Otan em Bruxelas, está a contemplar várias "opções de intervenção" militar contra a Síria, incluindo a realização de operações navais e aéreas em apoio às forças rebeldes de "oposição" sobre o terreno.

Forças aliadas, incluindo operativos de inteligência e forças especiais, reforçaram a sua presença no terreno em apoio ao "Exército Livre da Síria" (ELS). Foi informado que o Ministério da Defesa britânico está a "formular planos de contingência para o caso de o Reino Unido decidir instalar tropas nesta região volátil".

Posicionamentos de forças navais e aéreas já foram anunciados pelo Ministério da Defesa britânico. Segundo notícias de tabloides de Londres, citando fontes militares "confiáveis", "… a escalada da guerra civil [na Síria] torna cada vez mais provável que o Ocidente seja forçado a intervir". (Daily Mail , 24 de julho de 2012)

Uma campanha de bombardeamento no estilo "pavor e choque" do Iraque não está, por razões práticas, a ser contemplada: "analistas da defesa advertiram que uma força de pelo menos 300 mil soldados seria necessária para executar uma intervenção em plena escala [na Síria]. Mesmo assim, esta enfrentaria resistência feroz. …" (ibid).


Ao invés de executar uma operação relâmpago total, a aliança militar EUA-Otan-Israel optou por intervir sob o diabólico enquadramento da chamada Responsabilidade para Proteger, da "guerra humanitária". Modelada na Líbia, as seguintes grandes etapas estão a ser encaradas:

1- Uma rebelião apoiada pelos EUA-Otan, integrada por esquadrões da morte, é lançada sob o disfarce de "movimento de protesto (meados de março de 2011 em Daraa).

2- Forças especiais britânicas, francesas, catarense e turcas estão sobre o terreno na Síria, aconselhando e treinando os rebeldes, bem como supervisionando operações especiais. Mercenários contratados por companhias de segurança privada também são envolvidos no apoio às forças rebeldes.
3- As matanças de civis inocentes pelo Exército Livre Sírio (ELS) são deliberadamente executadas como parte de uma operação encoberta de inteligência.

4- O governo sírio é então culpabilizado pelas atrocidades resultantes. A desinformação dos meios de comunicação é articulada para a demonização do governo sírio. A opinião pública é levada a endossar uma intervenção militar com fundamentos humanitários.

5- Respondendo à indignação pública, os EUA-Otan são então "forçados a intervir" sob o mandato humanitário da "Responsibility to Protect" (Responsabilidade para Proteger). A propaganda dos meios de comunicação entra então em alta velocidade. "A Comunidade Internacional vem para o resgate do povo sírio".

6- Navios de guerra e caças de combate são então posicionados no Mediterrâneo Oriental. Estas ações são coordenadas com o apoio logístico aos rebeldes e às forças especiais no terreno.
7- O objetivo final é a "mudança de regime" que leve à "ruptura do país" de acordo com linhas sectárias e/ou a instalação de um "regime dominado ou influenciado por islamistas" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

8- Os planos de guerra para a Síria são integrados com aqueles referentes ao Irã. O caminho para Teerã passa por Damasco. As implicações mais vastas da intervenção EUA-Otan são a escalada militar e o possível desencadeamento de uma guerra regional estendendo-se desde o Mediterrâneo Oriental até a Ásia Central, na qual a China e a Rússia poderiam ser direta ou indiretamente envolvidas.
As etapas de 1 até 4 já foram implementadas.

A etapa 5 foi anunciada.

A etapa 6, envolvendo o posicionamento de navios de guerra britânicos e francesas no Mediterrâneo Oriental está destinada a ser lançada, segundo o Ministério da Defesa britânico, "ainda neste Verão".
A fase 7, nomeadamente a "mudança de regime" – a qual constitui o fim do jogo da “guerra humanitária” – foi anunciada por Washington em numerosas ocasiões. Nas palavras do secretário da Defesa Leon Panetta, referindo-se ao presidente Bashar Al Assad: "Já não é mais uma questão de se ele está chegar ao fim, é de quando".

O fim do jogo: Desestabilizar o estado laico, instalar o "Islã político"

Fonte: Rusi.org

O Royal United Services Institute for Defence and Security (RUSI) , um think-tank instalado em Londres, com laços estreitos tanto com o Ministério da Defesa britânico como com o Pentágono, sugeriu que "alguma espécie de intervenção [militar] ocidental na Síria está a parecer cada vez mais provável… O que o RUSI tem em mente no seu Resumo sobre a crise síria intitulado A Collision Course for Intervention , é o que pode ser descrito como "Uma invasão suave", levando ou a uma "ruptura do país" de acordo com linhas sectárias e/ou a instalação de um "regime dominado ou influenciado por islamistas" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

Vários "cenários" envolvendo operações de inteligência "clandestina" são antecipados. O objetivo não mencionado destas opções militares e de inteligência é desestabilizar o Estado laico e implementar, através de meios militares, a transição rumo a um "regime pós-Assad dominado ou influenciando pelo Islã" modelado no Catar e na Arábia Saudita.

O citado think tank afirma: "É necessária uma melhor observação das atividades e relacionamento da Al-Qaida e os outros jihadistas salafistas internacionais que estão agora a entrar no país em número crescente. É provável que as comportas se abram ainda mais, pois jihadistas internacionais são fortalecidos por sinais de progresso significativo da oposição contra o regime. Tais elementos têm o apoio da Arábia Saudita e do Qatar e teriam sem dúvida um papel na Síria a seguir ao colapso de Assad. O âmbito do seu envolvimento precisaria ser considerado no planeamento da intervenção”.

Se bem que reconhecendo que os combatentes rebeldes são rematados terroristas envolvidos na matança de civis, o Resumo do RUSI, mencionando considerações táticas e de inteligência, sugere que as forças aliadas, no entanto, deveriam apoiar os terroristas (isto é, as brigadas terroristas foram apoiadas pela coligação dirigida pelos EUA desde o início da rebelião em meados de Março de 2011. Forças Especiais integraram a rebelião):

Prossegue o RUSI: "Que desafios militares, políticos e de segurança apresentariam eles [os jihadistas] ao país, à região e ao Ocidente? Questões que incluem a possibilidade de um regime dominado ou influenciado por islamistas herdando armamento refinado, incluindo sistemas de mísseis anti-aéreos e terra-mar e armas químicas e biológicas que podiam ser transferidas para as mãos de terroristas internacionais. Ao nível tático, seria necessária inteligência para identificar os grupos mais eficazes e como melhor apoiá-los. Também seria essencial saber como eles operam e se o apoio pode ajudá-los a massacrar rivais ou a executar ataques indiscriminados contra civis, algo que já testemunhamos entre grupos da oposição síria".

O reconhecimento acima confirma a resolução dos EUA-Otan de utilizar o "Islã político" – incluindo o posicionamento de grupos terroristas filiados à Al Qaeda apoiados pela CIA e o M16 – para realizar suas ambições hegemônicas na Síria.



OTAN no Mediterrâneo

Operações encobertas da inteligência ocidental em apoio a entidades terroristas da "oposição" são lançadas para enfraquecer o Estado laico, fomentar violência sectária e criar divisões sociais. 

Recordaremos que na Líbia, os rebeldes "pró-democracia" foram conduzidos por brigadas paramilitares filiadas à Al Qaida sob a supervisão de Forças Especiais da Otan. A muito apregoada "Libertação" de Trípoli foi executada por antigos membros do Libya Islamic Fighting Group (LIFG).
Opções e ações militares. Rumo a uma "invasão suave"?

Várias opções militares concretas – as quais em grande medida refletem o pensamento em curso do Pentágono-Otan sobre a matéria – são contempladas no Resumo do RUSI “Syria Crisis Briefing”. Todas estas opções são baseadas num cenário de "mudança de regime", exigindo a intervenção de forças aliadas em território sírio. O que é contemplado como uma "invasão suave" modelada na Líbia sob um mandato humanitário (Responsabilidade para Proteger), ao invés de uma blitzkrieg total estilo "pavor e choque".

O Resumo do RUSI, contudo, confirma que o apoio continuado e eficaz aos rebeldes do Exército Livre Sírio exigirá finalmente a utilização de "poder aéreo na forma de caças a jato e sistema de mísseis lançados do mar, da terra e do ar" combinado com a entrada de Forças Especiais e a participação de "infantaria anfíbia aerotransportada".

Esta transição rumo ao apoio naval e aéreo concreto aos rebeldes é sem dúvida motivada também pelas derrotas da insurgência (incluindo substanciais perdas rebeldes) que se seguiram à reação adversa das forças do governo na esteira do ataque terrorista de 18 de Julho contra a sede da Segurança Nacional em Damasco, o qual levou à morte do ministro da Defesa, general Daoud Rajha e de outros altos membros da equipe de defesa nacional do país.

Várias ações militares entrecruzadas são encaradas, a serem executadas sequencialmente tanto antes como na esteira da proposta de "mudança de regime".

"A opção avançada, destruição das forças armadas sírias através de uma invasão "pavor e choque" estilo Iraque, poderia sem dúvida ser cumprida por uma coligação dirigida pelos EUA. Como com todas as outras formas de intervenção, contudo, manusear os resultados seria muito menos previsível e poderia arrastar as forças da coligação a um pântano duradouro e sangrento. Atualmente essa opção pode ser excluída como possibilidade realista. (…) Não há dúvida de que a neutralização substancial da infraestrutura de defesa aérea da Síria poderia ser alcançada por uma operação aérea dirigida pelos EUA. Mas isto exigiria uma campanha grande, sustentada e extremamente custosa incluindo Forças Especiais posicionadas no terreno para apontar alvos.

As opções de intervenção que restam caem grosso modo em três categorias que por vezes se sobrepõem. (…) A primeira categoria é a ação de imposição militar para reduzir ou acabar a violência na Síria, … impedir as forças de Assad de atacarem população civil por ação [militar] direta. [O RUSI ignora o facto de que as matanças são cometidas pelo ESL e não por forças do governo. Nota do autor.].

A segunda é tentar provocar mudança de regime por uma combinação de apoio a forças de oposição e ação militar direta. A segunda categoria pode ser aplicada na sequência do colapso do regime. O objetivo seria apoiar um governo pós-Assad ajudando a estabilizar o país e proteger a população contra violência inter-facções e represálias. (…) Uma força de estabilização seria posicionada a pedido do novo governo. Em qualquer cenário de intervenção pode ser necessário destruir ou proteger armas químicas da Síria, se elas estiverem prestes a serem utilizadas, transferidas ou de outras formas tornadas inseguras. Isto exigiria forças de combate especializadas e potencialmente tão substanciais que provavelmente seria uma missão que só os EUA poderiam executar. [Recordando as armas de destruição em massa do Iraque, o pretexto das armas químicas da Síria está a ser utilizado para justificar uma intervenção militar. Nota do autor.].

A terceira categoria é socorro humanitário – trazer abastecimento e ajuda a populações assediadas. (…) Esta forma de intervenção, a qual mais provavelmente seria conduzida sob os auspícios da ONU, exigiria agências de ajuda tais como o Crescente Vermelho Internacional, bem como forças militares armadas incluindo poder aéreo, mais uma vez baseado numa coligação da Otan. O socorro humanitário pode ser necessário antes ou após uma mudança de regime.

O "socorro humanitário" é muitas vezes utilizado como pretexto para o envio de unidades de combate. Forças especiais e operativos de inteligência são frequentemente despachados sob cobertura de Organizações Não Governamentais.

Ações militares concretas EUA-Otan

Será que o Resumo do RUSI reflete a perspectiva atual do planejamento militar EUA-Otan em relação à Síria?

Que ações militares e de inteligência concretas foram tomadas pela aliança militar ocidental na sequência dos vetos chinês e russo no Conselho de Segurança das Nações Unidas?

O posicionamento de uma poderosa armada de navios de guerra franceses e britânicos já é encarado numa data não especificada "ainda neste verão".

O Ministério da Defesa britânico, contudo, sugeriu que os deslocamentos da Royal Navy para o Oriente Médio só podiam ser ativados "após" os jogos olímpicos de Londres. Dois dos maiores navios de guerra britânicos, o HMS Bullwark e o HMS Illustrious foram designados, a um tremendo custo para os contribuintes britânicos, para "garantir a segurança" dos jogos olímpicos. O HMS Bulwark está atracado em Weymouth Bay durante os jogos. O HMS Illustrious está "atualmente ancorado no Tâmisa no centro de Londres". (Ibid)

Estas operações navais planejadas são cuidadosamente coordenadas com avançado apoio aliado ao "Exército Livre da Síria", integrado por jihadistas mercenários estrangeiros treinados no Catar, Iraque, Turquia e Arábia Saudita por conta da aliança militar ocidental.
Será que os EUA-Otan lançarão uma operação aérea total?

As capacidades de defesa aérea da Síria, segundo informações, baseiam-se no avançado sistema S-300 da Rússia? (Informações não confirmadas apontam para o cancelamento da entrega pela Rússia, a seguir à pressão de Israel, do avançado sistema míssil S300 terra-ar à Síria. Outras informações também sugerem a instalação de um avançado sistema russo de radar.
O papel das Forças Especiais

Nos próximos meses, forças aliadas não terão dúvida em centrar-se na desativação das capacidades militares do país incluindo sua defesa aérea, sistemas de comunicações, através de uma combinação de ações encobertas, guerra cibernética e ataques terroristas do Exército Livre da Síria patrocinado pelos EUA-NATO.

Comandantes do Exército Livre da Síria fazem parte de organizações filiadas à Al Qaida e estão em ligação permanente com Forças Especiais britânicas e francesas dentro da Síria. O relatório do RUSI recomenda que os rebeldes deveriam ser apoiados através do "posicionamento dentro do país de conselheiros das Forças Especiais com apoio aéreo a pedido:

"Conselheiros a trabalharem ao lado de comandantes rebeldes, acompanhados talvez por pequenas unidades de tropas das Forças Especiais, podiam ser tática e estrategicamente decisivos, como se provou tanto no Afeganistão em 2001 como na Líbia em 2011”, diz o resumo do RUSI.

Forças Especiais têm estado no terreno na Síria desde o princípio da insurgência. Relatórios também confirmam o papel de companhias de segurança privadas, incluindo antigos mercenários Blackwater, no treino dos rebeldes do Exército Livre da Síria. No que é descrito como "Guerra da América debaixo da mesa", Forças Especiais no terreno estão em ligação permanente com os militares e a inteligência aliada.

O influxo de combatentes jihadistas mercenários

Desde o impasse no Conselho de Segurança da ONU, uma aceleração no recrutamento e treino de combatentes jihadistas mercenários está a verificar-se.

Segundo uma fonte do exército britânico, Forças Especiais estão agora a treinar "rebeldes" sírios no Iraque "em táticas militares, manuseio de armas e sistemas de comunicações". A informação também confirma que treinamento militar de comandos está a ser efetuado na Arábia Saudita por conta da aliança militar ocidental:

"Forças Especiais britânicas e francesas têm estado a treinar ativamente mercenários do Exército Livre Sírio, a partir de uma base na Turquia. Algumas informações indicam que o treino está a ter lugar também em locais na Líbia e no norte do Líbano. Operativos britânicos do M16 e pessoal do UKSF (SAS/SBS) têm estado a treinar os rebeldes em guerra urbana bem como a fornecer-lhes armas e equipamento. Acredita-se que operativos estadunidenses da CIA e forças especiais providenciam assistência em comunicações aos rebeldes".

"Mais de 300 [rebeldes sírios] passaram por uma base dentro do Iraque próxima à fronteira, enquanto um curso de comandos está a ser dado na Arábia Saudita.

Grupos de 50 rebeldes de cada vez estão a ser treinados por duas firmas de segurança privada que empregam antigo pessoal de Forças Especiais. "Nosso papel é puramente de instrutores ensinando táticas, técnicas e procedimentos", disse um antigo membro das Forças EsperiaIs.

"Se podemos ensinar-lhes como encobrir-se, atirar e evitar serem localizados por atiradores será uma ajuda esperançosa". (Daily Mail , 22 de julho de 2012).

O papel da Turquia e de Israel

O alto comando militar da Turquia tem estado em ligação com a sede da Otan desde agosto de 2011 relativamente ao recrutamento ativo de milhares de "combatentes da liberdade" islamistas, o que recorda o alistamento de Mujahidins para fazer a Jihad (guerra santa) da CIA no auge da guerra soviético-afegã.

"Também discutido em Bruxelas e Ancara, relatam nossas fontes, está uma campanha para alistar milhares de voluntários muçulmanos em países do Oriente Médio do mundo muçulmano para combater junto aos rebeldes sírios. O exército turco abrigaria estes voluntários, treinaria e asseguraria a sua passagem para dentro da Síria. (Arquivo Debka, “A Otan fornece armas antitanques aos rebeldes”, 14 de agosto de 2011).

O recente influxo de combatentes estrangeiros numa escala significativa sugere que este diabólico programa de recrutamento de Mujahidins, desenvolvido há mais de um ano atrás, tem frutificado.
A Turquia também está a apoiar combatentes da Fraternidade Muçulmana no norte da Síria. Como parte do seu apoio aos rebeldes do Exército Livre da Síria, "a Turquia estabeleceu uma base secreta com aliados da Arábia Saudita e do Catar para dirigir ajuda militar e de comunicações para rebeldes da Síria a partir de uma cidade próxima à fronteira" (Reuters, 27 de julho de 2012).

O papel de Israel no apoio aos rebeldes, em grande medida caracterizado por operações encobertas de inteligência, tem sido "discreto" mas significativo. Desde o início, o Mossad apoiou grupos terroristas salafistas, os quais tornaram-se ativos no sul da Síria no início do movimento de protesto em Daraa em meados de março. Informações sugerem que o financiamento para a insurgência salafista está a vir da Arábia Saudita. (The Irish Times, 10 de maio de 2011).

Enquanto canaliza apoio encoberto ao Exército Livre da Síria, Israel também está a apoiar separatistas curdos no norte da Síria. O grupo de oposição curda (KNC) tem ligações estreitas com o governo Regional Curdo de Massoud Barzani no norte do Iraque, o qual é diretamente apoiado por Israel.
A agenda separatista curda é destinada a ser utilizada por Washington e Tel Aviv para procurar a ruptura da Síria de acordo com linhas étnicas e religiosas – em várias entidades políticas separadas e "independentes". Convém notar que Washington também facilitou o despacho de "militantes da oposição" curda síria para o Kosovo em maio último para participarem em sessões de treino utilizando a "perícia terrorista" do Exército de Libertação do Kosovo (ELK).

A não tão oculta agenda militar estadunidense-israelense é "Romper a Síria em pedaços", tendo em vista apoiar o expansionismo de Israel. (The Jerusalem Post, 16 de maio de 2012 ).

Confrontação com a Rússia

O que se pode esperar nos próximos meses:

1) Um posicionamento naval no Mediterrâneo Oriental, cujo objetivo militar não foi claramente definido pelas forças aliadas.

2) Um maior influxo de combatentes estrangeiros e esquadrões da morte para dentro da Síria e a execução de ataques terroristas cuidadosamente visados em coordenação com os EUA-Otan.

3) Uma escalada no posicionamento de forças especiais aliadas, incluindo mercenários de companhias de segurança privadas contratadas pela inteligência ocidental.

O objetivo, sob a operação "Vulcão Damasco e Terremoto Sírio", em última análise consiste em estender os ataques terroristas do Exército Livre da Síria à capital da Síria, sob a supervisão de Forças Especiais ocidentais e de operativos de inteligência no terreno. (Ver Thierry Meyssan, The battle of Damascus has begun , Voltaire Net, 19 de julho de 2012). Esta opção de alvejar Damasco fracassou. Os rebeldes também foram empurrados para trás em combates intensos na segunda maior cidade da Síria, Alepo.

4) O enfraquecimento do papel da Rússia na Síria – incluindo suas funções sob o acordo de cooperação militar bilateral com Damasco – também é parte da agenda militar e de inteligência dos EUA-Otan. Isto podia resultar em ataques terroristas contra nacionais russos que vivem na Síria.
Um ataque terrorista contra a base naval da Rússia em Tartus foi anunciado menos de duas semanas após o confronto direto no Conselho de Segurança, sem dúvida por ordem dos EUA-Otan tendo em vista ameaçar a Rússia.

A seguir à chegada da flotilha naval russa de dez navios estacionados ao largo da costa síria, um porta-voz do Exército Livre da Síria confirmou (26 de Julho) a sua intenção de atacar a base naval da Rússia em Tartus:

"Temos uma advertência às forças russas: se enviarem mais quaisquer armas que matem nossas famílias e o povo sírio nós os atingiremos duramente dentro da Síria", disse Louay Al-Mokdad, coordenador logístico do Exército Livre da Síria.

"Informantes dentro do regime contam-nos que há grandes carregamentos de armas a chegarem a Tartus nas próximas duas semanas. Não queremos atacar o porto, não somos terroristas, mas se eles continuarem a atuar dessa forma não teremos opção".

O Exército Livre da Síria formou uma "brigada naval", composta de desertores da Marinha síria, a qual opera próximo de Tartus. "Muitos dos nossos homens costumavam trabalhar no porto de Tartus e conhecem-no bem", disse o capitão Walid, um antigo oficial da Marinha Síria. "Estamos a observar muito atentamente os movimentos dos russos".

"Podemos facilmente destruir o porto. Se atingirmos os armazéns de armas com mísseis anti-tanque ou outra arma isso dispararia uma explosão devastadora", disse um representante do Exército Livre da Síria. "Ou podemos atacar os navios diretamente". (World-DNA, 26 de julho de 2012).

Se a base naval da Rússia viesse a ser atacada, isto, com toda probabilidade, seria empreendido sob a supervisão de forças especiais e operativos de inteligência aliados.

Se bem que a Rússia tenha as capacidades militares necessárias para defender eficazmente sua base naval de Tartus, um ataque à base naval da Rússia constituiria um ato de provocação, o qual podia preparar o cenário para um envolvimento mais visível de forças russas dentro da Síria. Um rumo assim também podia potencialmente levar a uma confrontação direta entre forças russas e forças especiais ocidentais e mercenários a operarem dentro das fileiras rebeldes.

Segundo o Resumo do RUSI “Syria Crisis Briefing” citado acima: "Antecipar a ação e da Rússia teria de ser um fator importante em qualquer plano de intervenção [militar] do Ocidente [na Síria]. Os russos certamente são capazes de movimentos arrojados e inesperados…" .
O mundo numa encruzilhada perigosa

Uma "guerra humanitária" total contra a Síria está em cima da mesa do Pentágono, a qual, se executada, poderia levar o mundo a uma guerra regional estendendo-se desde o Mediterrâneo Oriental ao coração da Ásia Central.

Um programa de propaganda refinado e super abrangente apoia a guerra em nome da paz mundial e da segurança global.

O cenário subjacente de conflito mundial vai muito além da concepção diabólica do 1984 de Orwell.
O Ministério da Verdade sustenta a guerra como um empreendimento para “fazer a paz” invertendo realidades.

Por sua vez, as mentiras e fabricações da mídia "de referência" são apresentadas com variadas insinuações numa complexa teia de enganos.

Numa deturpação cínica, atrocidades documentadas contra civis sírios cometidas pela "oposição" do Ocidente estão agora a ser reconhecidas (ao invés de culpabilizar forças governamentais) como "inevitáveis" na penosa transição rumo à "democracia".

As consequências mais vastas da "Grande Mentira" são obscurecidas.

A “guerra humanitária” global torna-se um consenso que ninguém pode desafiar.

A guerra à Síria é parte de uma agenda militar integrada à escala mundial. O caminho para Teerã passa por Damasco. O Irã, a Rússia, a China e a Coreia do Norte também estão a ser ameaçados.

Com o posicionamento da armada naval franco-britânica ainda neste verão, navios de guerra ocidentais no Mediterrâneo Oriental estariam contíguos àqueles posicionados pela Rússia, a qual está a conduzir os seus próprios jogos de guerra, levando a uma potencial "confrontação no estilo Guerra Fria" entre forças navais russas e ocidentais. Ver Michel Chossudovsky, The US-Otan War on Syria: Western Naval Forces Confront Russia Off the Syrian Coastline? , Global Research, 26 de julho de 2012).

Uma guerra à Síria, a qual inevitavelmente envolveria Israel e Turquia, podia constituir a fagulha rumo à guerra regional dirigida contra o Irã, na qual a Rússia e a China podiam ser (direta ou indiretamente) envolvidas.

É crucial difundir estas palavras e romper os canais de desinformação da mídia.

Um entendimento crítico e não enviesado do que está a acontecer na Síria é de importância crucial na reversão da maré da escalada militar.

Michel Chossudovsky – Globalresearch/Resistir

Visto em: Um Novo Despertar

domingo, 22 de julho de 2012

Regime Sírio parece estar vencendo revolta em Damasco - diz Voz da Rússia


A Rússia e a China bloquearam o projeto ocidental de resolução do Conselho de Segurança da ONU para a Síria, que previa a introdução de sanções rígidas em relação às autoridades em Damasco, se estas não cumprirem uma série de exigências.

O representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin, explicou a posição de Moscou: "O projeto distinguia-se por ser extremamente unilateral. As ameaças de pressão e sanções eram dirigidas exclusivamente ao governo da Síria. Isto não reflete a realidade da atual situação no país."

A realidade é tal que não é necessário conter o governo da Síria e sim a oposição irreconciliável. 
Seus destacamentos anunciaram abertamente o início da realização do plano Vulcão em Damasco – terremoto na Síria. No âmbito do qual os rebeldes – segundo eles próprios, lançaram à capital do país 30 mil combatentes.

É verdade que muitos observadores consideram que o número é exagerado em dezenas de vezes e trata-se de operação propagandística. O orientalista russo Leonid Issaev considera:

"Por enquanto os rebeldes sírios não conseguiram estabelecer controle prolongado sobre nenhuma cidade. Se conseguirem o planejado e Damasco cair, então, naturalmente, a situação mudará imediatamente. Entretanto, em essência, a atual ofensiva é um gesto de desespero. O exército da Síria, como antes, é forte e as forças dos rebeldes não aumentam de modo algum. O ocidente, com exceção de dinheiro e armas, por enquanto não quer ajudar. Pelo menos enquanto a posição da Rússia permanecer rígida. No entanto a oposição síria está recebendo muito dinheiro. Os patrocinadores de oposicionistas já começam a duvidar, valerá a pena financiar generosamente este projeto? E na própria Síria as forças dos rebeldes começam a se esgotar. Por isso o chamado assalto de Damasco é um espetáculo com a finalidade de restabelecer o financiamento da oposição irreconciliável."

Muito dinheiro vai para o projeto sírio, entretanto não há resultados por enquanto. O regime em Damasco, como antes, contém o golpe e permanece perfeitamente sólido. Como resultado a oposição irreconciliável, para manter seu renome aos olhos dos patrocinadores, começa a promover espetáculos. Isto se refere também ao chamadoassalto de Damasco, considera o analista militar sírio Mukhammed Issa:

"Agora em Damasco estão pequenos grupos armados, evidentemente sob controle da Arábia Saudita. Eles realizam ataques e abrem fogo. Mas assim que as forças de segurança chegam ao local, os rebeldes imediatamente desaparecem e algum tempo depois, aqueles que sobreviveram realizam um ataque em outro bairro. Há muito barulho, mas não há qualquer resultado prático para os rebeldes. Mas, para um observador de fora pode parecer que em Damasco ocorre uma verdadeira guerra."

Agora é complexo avaliar a verdadeira envergadura das operações dos rebeldes sírios. E ainda assim têm-se a impressão de que o roteiro chega ao final. E a questão do vencedor será resolvida em breve.


 Israel em relação à guerra na Síria

Israel colocou forças militares e policiais adicionais na fronteira com a Síria, nos Montes Golã. Se estão cumprindo os receios dos últimos meses: cada vez mais refugiados vindos da Síria se concentram na fronteira com Israel. Essa situação foi comentada à Voz da Rússia pelo ensaista e ativista social Avigdor Eskin.

A morte de quatro colaboradores próximos do presidente Assad indica que a revolta atingiu o seu círculo mais próximo. Como se sabe, em resultado da explosão morreram o ministro da Defesa da Síria, general Daud Rajha, e o seu vice-ministro e cunhado do presidente sírio, Asef Shaukat.

Na mídia israelita aparecem cada vez mais análises referindo que a queda do regime de Assad na Síria é apenas uma questão de tempo. Na esmagadora maioria dos casos isso é dito com pesar. Paradoxalmente, Israel gostaria atualmente que Assad permanecesse muitos anos no posto de presidente. O caos que se aproxima preocupa os líderes do país.

Uma preocupação especial é provocada em Israel pelo extremar das posições confessionais que se verifica na Síria. Hoje, este país é governado pelas minorias: alauitas, drusos e cristãos. Os revoltosos pretendem falar em nome da maioria sunita, que constitui setenta por cento da população. Em caso de queda do regime de Assad se deve esperar a agudização dos conflitos de base religiosa por todo o Oriente Médio.

Os serviços especiais israelitas estão a desenvolver neste momento esforços suplementares para não permitir o alastramento do conflito inter-confessional ao seu território. Não estão  esquecidas as guerras entre cristãos e muçulmanos do Líbano nos anos setenta. Centenas de milhares de pessoas morreram por causa do ódio religioso.

Nós ainda não temos plena consciência das terríveis consequências que podem advir da continuação da desestabilização de um governo estável na Síria. Parece que os norte-americanos não aprenderam nada com os exemplos dos seus próprios fiascos. Foram eles que pressionaram o xá da Pérsia a abdicar e, dessa forma, abriram caminho a Khomeini e a Ahmadinejad. Foram eles que levaram os talibãs a tomar o poder no Afeganistão. E serão eles os responsáveis pelo banho de sangue que paira sobre a Síria em caso de vitória dos rebeldes.

Eles deveriam aprender com os seus erros e os outros não deveriam seguir os seus exemplos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Síria: Apoiados pelos EUA, OPOSIÇÃO síria está vinculada com Bilderberg, CFR, Goldman Sachs e George Soros

A líder da oposição síria Bassma Kodmani 
saindo de uma reunião do grupo BilderBerg
A rebelião externa da oposição apoiada, financiada e armada pelo Ocidente, contra a Síria do ditador Bashar al-Assad foi falsamente retratada como uma revolta espontânea da "democracia" por ativistas desde que a violência primeiramente eclodiu mais de um ano atrás. Mas de acordo com um estudo recente publicado no jornal britânico Guardian, as figuras de topo na "mudança de regime" de coalizão - mais notavelmente o Conselho Nacional da Síria (SNC) - têm ligações íntimas com os mais altos escalões da elite mundial: o sombrio Grupo Bilderberg , o Council on Foreign Relations (CFR), o Goldman Sachs o megabanco do bilionário financista George Soros , e, claro, o governo dos EUA.

Em cima disso, o relatório sugere que grande parte da propaganda de guerra que está sendo usado para promover a intervenção militar internacional e "revolução" é realmente lisos truques de relações públicas financiadas pelas grandes fundações isentas de impostos e até mesmo os governos que estão sendo solicitados a intervir. Considerar os relatos aparentemente intermináveis ​​sobre "massacres de civis" atribuídos ao tirano sírio - quase sempre de anônimos "ativistas" - que continuamente provam ser exagerados, fabricados, ou até mesmo perpetrados pelos rebeldes, apoiados pelo ocidente em si, e depois atribuídos a o regime.

O exemplo mais recente ocorreu na semana passada quando "militantes anônimos" levaram à imprensa mundial e a secretária de Estado Hillary Clinton para reivindicar que mais de 200 civis, incluindo mulheres e crianças, foram massacrados, apenas para ser desmentida mais tarde - por uma investigação da ONU e dos próprios "ativistas da oposição". O que realmente aconteceu, como The New American originalmente relatou antes mesmo da investigação da ONU, foi aparentemente uma batalha entre "rebeldes" armados apoiados pelo ocidente e as forças militares da ditadura, que resultou em algumas mortes de combatentes.

Então, quem são os "ativistas da oposição" na realidade? "Os meios de comunicação tradicionais têm, impressionantemente, sido notavelmente passivos quando se trata de fontes sírias: referindo-se a eles simplesmente como" porta-vozes oficiais 'ou' ativistas pró-democracia "sem, na maior parte, examinar suas declarações, suas origens ou suas conexões políticas ", observou Charlie Skelton em seu artigo detalhado para o Guardian, ressaltando que muitas das fontes mais frequentemente citadas são abertamente ligadas ao que ele chama de" negócio anglo-americano de criação de oposição. "Como o The New American documentou um ano atrás, muitos dos grupos sírios da "oposição" e líderes estavam sendo supridos com dólares do contribuinte americano para minar o regime muito antes mesmo da "Primavera Árabe"entrar em erupção.

Além das fontes "anônimas", existem alguns poucos jogadores da oposição que praticamente parecem estar acusando o serviço de imprensa - para não mencionar fazendo a maioria das demandas por mais guerra "humanitária".O primeiro citado por Skelton é Bassma Kodmani, um dos principais líderes do " Conselho Nacional sírio" - um grupo de guarda-chuva sediado no exterior para algumas facções da oposição, incluindo a extremista Irmandade Muçulmana, que é amplamente elogiada pela imprensa e  governos ocidentais como o grupo primário a representar o "povo" sírio. E Kodmani, que continua a exigir alta intervenção militar internacional para derrubar o regime de Assad, tem ligações abertas para a elite.

Considere, por exemplo, que ela estava na conferência deste ano dos Bilderberg em Chantilly, Virginia - uma reunião secreta anual dos maiores corretores do poder global e dos meios de comunicação, finanças, governo, militar, inteligência de negócios, e mais, que vem sofrendo críticas de todo o espectro político. Kodmani também esteve na conferência de Bilderberg 2008, embora ela foi listada como francesa, em seguida. ” Agora, por razões que não são totalmente claros, sua filiação oficial está listado apenas como "internacional".

Antes de Bilderberg, Kodmani era uma oficial formada com a Ford Foundation, uma organização que vem com o fogo por seus esforços controversos para refazer o mundo. Mais recentemente, ela atuava como diretora-executiva da "Iniciativa de Reforma do árabe" para o equipamento globalista poderosa norte-americano conhecido como o Council on Foreign Relations (CFR) - ainda um outro grupo controverso da elite que é muitas vezes confrontado com críticas severas por sua hostilidade para com a soberania nacional, bem como as tradições americanas de autogoverno e liberdade individual . A lista de membros do CFR inclui muitas das figuras mais influentes da política norte-americana, as empresas, militares e muito mais. "Neste nível, os mundos da banca, a diplomacia, a indústria, inteligência e institutos políticos variados e fundações toda a malha juntos, e lá, no meio de tudo isso, está Kodmani", Skelton assinalou, observando que o financista bilionário esquerdista George Soros, Zbigniew Brzezinski, Goldman Sachs International presidente Peter Sutherland, bem como inúmeros militares e chefes de inteligência do Ocidente, foram todos amarrados à "Iniciativa de Reforma Árabe" de várias maneiras. "A imagem de Kodmani está a emergir como uma tenente de confiança da indústria anglo-americana na promoção da democracia." De fato.

Outro representante sênior do SNC é Ausama (ou Osama) Monajed, o fundador e diretor de televisão Barada. A TV da "oposição", telegramas diplomáticos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks mostraram, que estava sendo secretamente financiadas com milhões de dólares dos contribuintes americanos, começando sob a administração George W. Bush. O regime sírio ", sem dúvida, viu todos os fundos norte-americanos irem para grupos políticos ilegais como o mesmo que apoia a mudança de regime", observou o diplomata dos EUA em Damasco, em um cabo de embaixada de 2009. "A reavaliação da programação patrocinada pelos EUA corrente que suporta anti-[do governo] facções, dentro e fora da Síria, pode revelar-se produtiva."

Porta-vozes do Departamento de Estado afirmaram posteriormente que inconstitucionalmente o banho de dinheiro do contribuinte dos EUA sobre propaganda externa destinada a fomentar a revolução na Síria não está "necessariamente" a minar o governo existente. Claro, mais recentemente, o governo dos EUA e diversas ditaduras árabes foram canalizando armas e equipamentos para os rebeldes, também. Ajuda ainda mais é esperada para breve.

Outra figura sênior exigindo uma guerra internacional contra a Síria é Radwan Ziadeh, um "camarada senior" financiado pelo contribuinte, o estabelecimento ligada ao "Instituto da Paz dos EUA," e um "visitante honorário" no londrino Royal Institute of International Affairs - contrapartida do CFR no Reino Unido também está fazendo grande parte da conversa - inclusive a exigência de que as tropas americanas sejam inconstitucionalmente implantadas a participar na guerra civil da Síria - são Hamza Fakher e Michael Weiss, ambos os queridinhos da neoconservadora,belicista. Os dois também estão profundamente envolvidos na comercialização da intervenção militar proposta usando truques PR, as evidências sugerem.

Comentando sobre os "laços incrivelmente abertos da oposição síria com seus patrões ocidentais," o analista Daniel McAdams ofereceu um breve resumo das ligações em uma peça para o local LewRockwell.com liberdade de espírito, intitulada " Oposição Síria com Credenciais Surpreendentes da CIA . "Sua conclusão : " Estes motores de mudança de regime sírios são produtos do império dos EUA e seu intervencionista, a política externa de trotskista" Mais do que alguns observadores têm ecoado esses sentimentos, especialmente nos últimos meses, como a verdadeira agenda tornou-se ainda mais transparente.

Enquanto isso, uma das principais fontes de supostas atrocidades cometidas na Síria a serem perpetradas pelo regime de Assad é conhecido como o Observatório Sírio para Direitos Humanos (SOHR), uma roupa britânica que parece consistir de apenas um homem que despreza apaixonadamente a ditadura síria. Instituições do serviço da mídia ao redor do mundo tem escrito inúmeras histórias baseadas apenas nesta mesma entidade - quase sempre apresentando-o como um observador imparcial apenas relatando os fatos no terreno. Mas o que é o SOHR realmente?

“Seria de acreditar que isso seja uma organização gigante imensa com centenas de membros trabalhando duro no chão, documentar evidência na Síria com fotografias e vídeo, enquanto que a coordenação com a imprensa estrangeira de forma transparente e objetiva" observar "as condições dos direitos humanos na Síria , bem como demonstrar as suas metodologias. Certamente essa é a impressão de que a mídia ocidental tenta retransmitir aos seus leitores ", observou analista Tony Cartalucci, que vem acompanhando o conflito sírio em detalhe.

"No entanto, surpreendentemente, o Observatório Sírio para Direitos Humanos não é nenhuma dessas coisas", ressaltou, citando uma reportagem da Reuters sobre o SOHR eo activista por trás dele. "Em vez disso, ele é apenas um único homem, sentado atrás de um computador em um apartamento britânica, que alega que recebe dos telefonemas 'com informações incriminatórias sempre contra o governo sírio, e sempre glorificando o' Exército sírio Livre."

A imprensa, naturalmente, veio sob o fogo pesado para os seus relatórios de má qualidade e utilizando  supostas fontes fraudulenta. " Síria: grandes empresas da mídia envergonham-se diante do Observatório Sírio para Direitos Humanos ", observou uma manchete recente na respeitada Tempos Modernos Tóquio em um artigo expondo a SOHR" entidade chamada "e os relatórios enganosos no Ocidente de que dependem tão fortemente dela. O uso tendencioso de "fontes anônimas" também atraiu escrutínio.

Alguns dos "ativistas da democracia" de mais alto perfil no terreno, na Síria, por exemplo, foram pegos documentado eventos como massacres e assassinatos com vídeos postados no YouTube. Às vezes as cenas mesmo sendo falsas são transmitidas por instituições da mídia como CNN e do regime do Qatar a Al Jazeera. Em vários casos recentes, massacres atribuídos ao regime de Assad - e amplamente alardeado como tal pela mídia internacional - foram posteriormente mostrados  com provavelmente cometidos por grupos armados da oposição.

Claro, nenhum desses fatos são destinados a minimizar o caráter cruel e bárbaro do ditador sírio , que uma vez estava torturando prisioneiros em nome do governo dos EUA como parte de sua "guerra contra o terror". Anos de tirania na Síria têm mostrado conclusivamente que, apesar de sua proteção bem documentada de perseguidos cristãos do Oriente Médio agora enfrentam abate nas mãos dos rebeldes , Assad é um tirano desagradável. E, sem dúvida, há também muitas pessoas bem-intencionadas que arriscam suas vidas para derrubar o regime despótico, a maioria dos quais estão, provavelmente, e sabem que as sediadas figuras no exterior da "oposição" que se propõem a falar e planejar para eles estão tão estreitamente ligados à emprensaocidental.

Existem também inúmeras outras facções, incluindo al-Qaeda, combatendo o regime na Síria no momento. Assim, apesar da percepção da mídia cuidadosamente construída criando a imagem de uma oposição unificada por trás do estabelecimento SNC que é financiodo pelo ocidente e chamado de "democracia", na verdade existem inúmeros revolucionários armados que estariam em desacordo uns com os outros. Essas divisões acabarão por explodir, quando Assad finalmente for expulso.

O que os fatos mostram, no entanto, é que há uma outra agenda, mais sinistra para a propaganda de guerra, o apoio estrangeiro a britais rebeldes , frequentemente", e os apelos incessantes para a intervenção militar internacional para instalar um novo regime na Síria. Em meio a todo o engano, tornou-se claro que há muito mais acontecendo do que as potências ocidentais e sua mídia estão admitindo. E preso no fogo cruzado entre os rebeldes apoiados pela emprensa , terroristas islâmicos e forças armadas do ditador, milhares de civis inocentes estão sendo assassinados.


Via: 2012 Um Novo Despertar  LIBERTAR.in
Fonte: Diario do Centro do Mundo.com

domingo, 15 de julho de 2012

Marinha russa concentra navios de guerra no Mediterrâneo Oriental


A Rússia está a fazer confluir para o Mediterrâneo navios das suas três maiores frotas (Mar do Norte, Báltico e Mar Negro). Supostamente, o pretexto de tão inusitada concentração de forças navais será a comemoração do Dia da Marinha Russa. Os navios estarão sob um comando unificado provisório a partir de 29 de Julho de 2012, o qual estará a bordo do contratorpedeiro Almirante Tchabanenko.

Embora a Rússia alegue que esta concentração não está ligada à crise síria, o facto de se virem a reunir em águas territoriais sírias e de virem todos a aportar na base naval russa síria de Tartus aponta noutro sentido… recentemente, o governo russo esteve em contactos com uma das (várias) facções da oposição, pelo que a frota poderá estar a ser enviada para a costa síria antecipando ou preparando uma eventual do numeroso contingente militar e civil russo na Síria.


Outra hipótese é que esta presença naval de dois navios de guerra e três transportes de fuzileiros tenha uma missão terrestre em vista, de apoio ao regime de Assad… os próximos dias deverão aclarar este “mistério”…


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Conflito Sírio pode provocar uma guerra entre Israel e Líbano



A crise na Síria poderá provocar uma nova guerra entre Israel e o Líbano, disse o general do exército Herz Halevy, em entrevista ao jornal israelense Haaretz.

Segundo ele, a instabilidade na Síria pode provocar a intensificação do movimento radical xiita Hezbollah no Líbano. O general acredita que o Hezbollah e o exército libanês se tornaram mais fortes desde a guerra israelo-libanesa de 2006. Portanto, desta vez a guerra será acompanhada por grandes destruições e, para obter a vitória, os israelenses terão de aplicar mais esforços. Halevy não exclui a possibilidade que Israel efetuar um ataque preventivo contra o Líbano.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tropas Sírias apoderam-se da cidade estratégica de Khan Sheyhun


As tropas governamentais sírias tomaram hoje por assalto a cidade de Khan Sheyhun, no sul da Província de Idlib, informa a Reuters.

As forças governamentais bombardearam a cidade com morteiros e canhões e em seguida começaram o assalto, do qual participaram várias dezenas de veículos blindados e helicópteros de combate. Os rebeldes não puderam opôr resistência e abandonaram suas posições. Ambas as partes sofreram baixas consideráveis.

Felizmente, os habitantes pacíficos tiveram tempo para sair da cidade até o momento da ofensiva governamental.

A tomada de Khan Sheyhun é um grande êxito para o Exercito sírio, porque essa cidade ocupada pelos rebeldes bloqueava a rodovia que liga as maiores cidades do país – Damasco e Alepo

Tropas sírias bombardearam cinco caminhões turcos

As tropas sírias bombardearam cinco caminhões turcos na região de Aleppo, perto da fronteira com a Turquia, informou hoje a agência noticiosa DHA. Em consequência do ataque, os caminhões pegaram fogo e seus motoristas fugiram.

Segundo a agência, grupos de oposicionistas sírios teriam prestado proteção aos motoristas e os conduziram à fronteira e, seguidamente, ao território turco. Outros pormenores do incidente não foram informados.